'Ghostbusters': do cinema ao videogame, relembre as diferentes versões da franquia dos caça-fantasmas

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SÃO PAULO- Muito antes de “Ghostbusters: mais além” (sim, agora o título no Brasil é mezzo em inglês, sinal dos tempos) as criações mais famosas de Ivan Reitman e Dan Aykroyd (responsável pelo argumento do primeiro filme) já divertiram o público no cinema, na tevê, em desenhos animados, livros (sim!) e videogames. O fascínio pelos quatro exterminadores tem, para Jason Reitman, o diretor do filme que estreia nesta quinta-feira, dia 18, razão clara de ser:

— Nenhum de nós, público, nasceu com os poderes do Thor ou da Mulher-Maravilha, mas todos podemos vestir seus uniformes. Acho que é o que atrai as pessoas desde sempre para os Caça-Fantasmas — diz Reitman, que revela ter se vestido em um Halloween dos anos 1980 com as roupas e as armas dos personagens criados por seu pai.

Ivan Reitman, por sua vez, lembra que o primeiro filme, de 1984, tomou forma em apenas duas semanas:

— Harold, Dan e eu, que já éramos amigos próximos, nos juntamos em uma casa de praia em Martha’s Vineyard (no estado de Massachusetts) e foram saindo os diálogos, os detalhes todos. E sabe que fomos pro set sem nervosismo algum? Sabíamos que estávamos, nós, e o Bill (Murray) no auge criativo de nossas carreiras. Falando assim parece que éramos metidos, né? Pois éramos mesmo! Deu no que deu — conta, rindo, o veterano diretor e produtor.

A dimensão da franquia pode ser dada por sua expansão para várias mídias e as curiosidades de cada versão nas últimas quatro décadas. Veja algumas delas nesta linha do tempo de curiosidades fantasmagóricas:

1984

Esqueça o livro de George Orwell, pense no ano em que três cientistas e um motorista se juntam com suas mochilas de próton em um escritório com toda a estrutura de um QG dos bombeiros de Manhattan para enfrentar espíritos malignos, sapecas e kitsch. O resultado? Sigourney Weaver de femme fatale e uma bilheteria maior do que outro arrasa-quarteirão (sim, na época, os cinemas de bairro tinham filas que avançavam pelas ruas das cidades) do mesmo ano: “Indiana Jones e o templo da perdição”, dirigido por um certo Steven Spielberg, com roteiro de George Lucas.

Videogames

O filme foi lançado em meio à explosão da primeira geração de videogames, que foram sendo atualizados conforme as plataformas iam se aprimorando. O primeiro deles, “Ghostbusters”, saiu no mesmo ano e podia ser jogado no Commodore 64 (alguém lembra?) e depois no Atari. Ele impressionava, segundo os críticos à época, por recriar de forma “quase exata” algumas das cenas mais emblemáticas do filme, como a batalha dos caça-fantasmas contra o Stay Puff (o monstro gigante de marshmallow)

Livros e HQs

Pelo menos uma centena de livros (e graphic novels, e quadrinhos como “Os verdadeiros Caça-Fantasmas”, de 1988 a 1992) foi publicada sobre a franquia. Um dos mais queridos foi publicado um ano depois da explosão da série, em 1985, “Ghostbusters: the supernatural spectacular”, de Richard Mueller, que depois seria o roteirista da série de desenhos animados de que trataremos imediatamente aqui abaixo.

Desenhos animados

Não disse? Os desenhos foram produzidos entre 1986-1991, com argumento de Harold Ramis e Dan Aykroyd (os doutores Egon e Raymond, respectivamente), notadamente voltados para a base inesperada de novos fãs geradas pela repetição do filme na televisão: crianças. O foco é nos fantasmas, especialmente no Slimer (Geléia), que depois se torna a principal atração da animação. Em 1997, uma única temporada de “The extreme ghostbusters” tentou reviver a série na telinha.

'Os Caça-Fantasmas II'

Em 1989, o segundo filme volta a Nova York e se torna a maior bilheteria de estreia da história do cinema até então. Também conta com Jason Reitman entre as crianças convocadas para aparecer como figurantes na cidade em que nem os fantasmas dormem.

'Os Caça-Fantasmas'

O filme de 2016 é passado em um universo paralelo com um timaço de comediantes mulheres: Kristen Wiig, Melissa McCarthy, Leslie Jones e Kate McKinnon. Dedicado a Harold Ramis, foi um fracasso de crítica e rendeu reações enfurecidas de marmanjos que, nas redes sociais, diziam ter sua infância roubada pela reinvenção da franquia. McCarthy respondeu de bate-pronto: “Se um filme tem o poder de acabar com toda a sua infância, o problema é seu, não meu”.

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