Gil do Vigor estreia quadro sobre economia no 'Mais Você': 'Nasci para ensinar, para ser professor'

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Num país com mais de 14 milhões de desempregados, segundo dados do IBGE divulgados no fim de junho, e expectativa de se fechar o ano com inflação em mais de 6%, falar de economia é tarefa de primeira hora. Mas como fazer o papo sobre renda fixa e variável, desemprego, inflação e emissão de moeda se tornarem fluidos? Se tem alguém hoje capaz de conquistar uma multidão para ouvir (e entender) esses assuntos é o economista Gil do Vigor. E é isso que o ex-BBB vai fazer semanalmente no “Mais Você”, a partir desta quinta-feira, no quadro “Tá lascado”: comentar o assunto de uma forma atrativa, “cheia de regojijo”.

— A ideia é falar por que a gente está lascado e como “deslascar” — diz Gil, que pretende continuar na missão mesmo quando partir para o PhD nos Estados Unidos, em setembro. — Como são pautas semanais, isso não vai atrapalhar meu currículo de estudo, porque é algo muito simples, muito gostoso de se gravar.

O primeiro episódio foi gravado antes de Ana Maria Braga testar positivo para Covid-19, por isso ela vai aparecer ao lado de Gil na estreia. Mas no estúdio, ao vivo, ele estará com os apresentadores que a substituem, Fabrício Battaglini e Talitha Morete.

— Ana é uma pessoa muito humilde, ela me deu muito apoio. (Mas) estou extremamente nervoso — diz ele, que, apesar da ansiedade, conta ter se sentido muito à vontade em todas as outras experiências que teve na TV até agora. — Parece que já faço isso há muito tempo. Fico me tremendo todo, com a garganta travada, mas, depois de dois minutos, parece que estou em casa. É muito estranho, é como se sentisse a câmera tomando conta de mim.

Na Igreja ou na sala de aula, bem antes de sonhar com a TV, o sentimento era parecido.

— Quando estava na Missão ou dando aula de economia, eu arrepiava. Nasci para ensinar, para ser professor. De alguma forma, na frente da câmera, não sei se é isso que vem, mas a mágica acontece.

Academia vigorada na TV

Além da apresentadora, Gil recebeu conselhos de seus professores de faculdade, que acompanham sua trajetória profissional antes e depois do "Big Brother Brasil". Quando surgiu a oportunidade de falar sobre a ciência num programa de TV aberta, não deixou de compartilhar com eles a novidade.

— Eles acharam extremamente interessante, me indicaram levar artigos de economia, mas apresentá-los de maneira muito simples. Dá para trazer um pouquinho da academia de maneira bem suave — diz o pernambucano, que agora mora em São Paulo. — Quando eu falar da inflação, posso dizer: "Ó minha gente, tem o Fulano de Tal, ele é maravilhoso, é em inglês, mas bota no Google Tradutor que tá tudo certo". (A ideia é que) as pessoas também tenham algumas fontes de pesquisas, quando o assunto for pertinente.Gilberto diz que o grande desafio pessoal dessa empreitada foi, justamente, desacelerar o rigor acadêmico que ele precisa ter como um aluno de PhD de uma das universidade de mais prestígio no mundo. Ele sabe que está sendo observado por seus pares, rigorosos em conceitos, mas também por "vigorosos", uma fatia enorme da população que está na luta de cada dia e não tem como assimilar a complexidade do tema em todas as suas camadas.

— Hoje em dia, na academia, existem rigores matemáticos, teóricos e de conceitos muito fortes. Se eu for seguir essa linha, as pessoas não conseguem absorver — diz Gil. — Isso me deixa, às vezes, um pouco preocupado. Sei que sou agora um aluno de PhD, de uma universidade muito conceituada. No Twitter, sou o segundo economista mais seguido do mundo; no Instagram, sou o mais seguido. Vem o peso. Parte de mim fica sempre cobrando: "Esse conceito precisava ter ficado mais claro". Mas vem outro lado e diz que é importante tirar o pé do freio, voltar para o básico, para o simples. Meu desafio foi deixar de lado esse rigor e esse medo do julgamento.

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