Ginecologista é investigado por tirar fotos das partes íntimas das pacientes

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Ginecologista Nicodemos Júnior ficou preso durante 5 dias e responde o processo em liberdade (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Ginecologista Nicodemos Júnior ficou preso durante 5 dias e responde o processo em liberdade (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
  • Ginecologista é investigado por tirar fotos das partes íntimas das pacientes durante consultas

  • Vítimas também acusam Nicodemos Júnior Estanislau Morais de abusos sexuais durante as consultas e de enviar mensagens inadequadas

  • Nicodemos Júnior chegou a ser preso, mas foi solto por decisão judicial

O médico ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais é investigado pela Polícia Civil por crimes sexuais, acusado de tirar fotos das partes íntimas das pacientes. Ele atuava na cidade de Anápolis, a 55 km de Goiânia. As informações são do portal g1.

Nicodemos Júnior chegou a ser preso, mas foi solto após decisão da Justiça. A delegada responsável pelo caso, Isabella Joy, afirmou que várias pacientes acusaram o médico de fotografar as partes íntimas delas.

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“Nós temos relatos de várias vítimas de que ele tirou fotos dos órgãos genitais dessas vítimas e ele falava que era para mostrar para elas. As vítimas pediam para que ele apagasse, ele falava que ia apagar, mas as vítimas não têm informação se realmente foram apagadas essas imagens”, disse a delegada.

Trocas de mensagens

Além das fotos, as vítimas também relaram assédios do médico durante as consultas e também pelas redes sociais. Em uma troca de mensagens com uma paciente, Nicodemos Júnior Estanislau Morais pediu que uma mulher estivesse bronzeada na consulta de retorno.

O médico pergunta se a paciente está melhor. “Quase 100%. Fiz o que você falou e agora está cicatrizando. Já tomei a injeção também e o manipulado chegou hoje de manhã”, respondeu a mulher.

“Ótimo. Depois, só fazer o bronzeamento e me mostrar, kkkk”, escreveu o médico.

Em outra conversa, uma paciente perguntou se o parceiro sentiria o método contraceptivo durante a relação sexual. Nicodemos Júnior, então, respondeu: “Bom, minha namorada já usou e eu não percebi diferença alguma. Posso testar kkk. Brincadeira”.

Segundo o g1, o médico foi preso no dia 29 de setembro, após ser denunciado por três mulheres. Ele passou por audiência de custódia e a Justiça decidiu que ele deveria continuar preso. No entanto, no dia 4 de outubro, ele foi solto.

Agora, Nicodemos responde ao processo em liberdade e usa tornozeleira eletrônica. Ele não pode entrar em contato com as vítimas, tampouco realizar atendimentos médicos.

Mais denúncias

Após o médico ser preso, outros relatos contra o médico surgiram. Uma paciente, que não quis se identificar, disse que foi abusada pelo médico durante a consulta.

“Ele teve conversas inadequadas, me mostrou sites obscenos, brinquedos eróticos e tocou em mim não da forma que um ginecologista deveria tocar. Quando ele colocou minha mão da parte íntima dele, sabe?”, contou.

Outra vítima contou que, durante o atendimento, o médico elogiou os olhos dela, além das partes íntimas. “Eu fiquei congelada, e ele fazendo manipulações, isso tudo com os dois dedos introduzidos na minha vagina. Eu não consegui nem respirar no momento. É uma situação que a gente nunca espera que vá acontecer”, revelou ao g1.

O que dizem o médico e o Conselho Regional

Ao g1, o médico negou ter cometido abusos e disse que agiu dentro dos procedimentos da medicina. Já o Conselho Regional de Medicina de Goiás disse ao portal que apura o caso e enviou um ofício para a Polícia Civil para pedir uma cópia do inquérito.

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