Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso agradecem apoio após racismo contra seus filhos: 'O que a gente ouviu dói na alma'

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Ainda vivendo a repercussão do caso de racismo sofrido por Titi e Bless em Portugal, o casal Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso usou pela primeira vez o Instagram para mandar um recado para seus seguidores. Os artistas, que contaram que receberam muitas ligações e mensagens durante desde o fim de semana, fizeram questão de agradecer o apoio do público. Eles ainda afirmaram que estão cuidando de sua família e tomando todas as providências possíveis.

"Agora estamos com nossos filhos do lado – com todo o amor que podemos dar a eles – para que eles saiam fortes perante o que viram e ouviram. Pedimos respeito a este momento pois o que gente ouviu dói na alma, mais que um soco. E dói em nossos filhos e em muita gente que vive isso o tempo inteiro, em todo o mundo", disseram.

Ewbank e Gagliasso querem que o crime de racismo praticado contra seus filhos Chissomo, de 9 anos, e Blessings, de 7, seja devidamente respondido na Justiça portuguesa. No último sábado (30), uma mulher agrediu verbalmente as crianças e uma família de turistas angolanos, no restaurante Clássico Beach Club, na Costa Caparica, em Portugal. Na ocasião, Giovanna discutiu com a senhora depois de ouvi-la dizer que ela gostaria de "tirar aqueles pretos imundos dali" e que "eles deveriam voltar para a África e para o Brasil".

Bruno e Giovanna já acionaram um time de advogados, no Brasil e em Portugal, para que a questão seja levada à Justiça.

"Viemos informar que, na qualidade de representantes legais da família Ewbank Gagliasso, o caso foi noticiado às autoridades portuguesas e que todas as medidas legais, jurídicas, administrativas e simbólicas serão tomadas para devida responsabilização designadamente criminal, contraordenacional e civil", informou a advogada e consultora jurídica Juliana Souza.

Especialistas apontam que, apesar de o código penal português não tipificar o crime de injúria racial, o artigo 240 prevê punição para crime racial. Portanto, a depender de como a corte portuguesa enquadrar, a mulher pode pegar uma pena de 6 meses a 5 anos de prisão.

"Também estão sendo analisadas medidas para processo em território brasileiro, considerando o princípio da extraterritorialidade, aplicando a legislação pela proteção integral da infância e pela não discriminação", informa a advogada Juliana Souza, representante de Gagliasso e Giovanna.

Conforme vídeos que circulam no Brasil, Giovanna reagiu e enfrentou a mulher após ouvir as agressões racistas, enquanto Bruno Gagliasso, seu marido, chamou a polícia. A mulher foi levada escoltada e presa, mas já foi libertada. O jornal português "Público", destacou que a detenção só ocorreu pelo fato de a ofensora ter dito "injúrias" aos agentes policiais.

Procurada pelo GLOBO, Giovanna desabafou:

— Vamos passar por cima dos racistas.

A assessoria do casal enviou ao jornal a seguinte nota detalhando o ocorrido:

"Comunicamos que os filhos do casal Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso foram vítimas de racismo no restaurante Clássico Beach Club, na Costa da Caparica, em Portugal, neste sábado, dia 30 de julho, onde a família passa férias. Uma mulher branca, que passava na frente do restaurante, xingou, deliberadamente, não só Títi e Bless, mas também a uma família de turistas Angolanos que estavam no local - cerca de 15 pessoas negras. A criminosa pedia que eles saíssem do restaurante e voltassem para a África, entre outras absurdos proferidos às crianças, tais quais “pretos imundos”.

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