Girassóis, asas e ‘likes’ no Instagram: como aproveitar o inverno no jardim Uaná Etê, no interior do Estado do Rio

Você pode ainda não conhecer o Uaná Etê Jardim Ecológico, parque botânico e artístico na zona rural de Engenheiro Paulo de Frontin, na estrada que liga a cidade a Vassouras, no Vale do Café fluminense. Mas certamente já deparou em redes sociais com fotos de alguém em frente a um imenso par de asas no alto de uma colina.

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O sucesso da obra “Liberdade natural”, de Rafael Maia, é imenso, mas há outros belos cenários para colher um canavial de likes. É o que não falta no parque.

A mais nova área com potencial para brilhar nas timelines são os Jardins Suspensos de Pindorama, inaugurados em 21 de junho. Debruçados sobre cinco patamares, um mais alto que o outro, nas franjas do parque e de frente para as montanhas ao redor, a área tem sagus, palmeiras fênix, palmeiras rabo de raposa, jerivás e biri-biris. Mas nenhuma delas chama tanto a atenção quanto os quatro mil girassóis, plantados em fileiras. O jardim fica num caminho que começa atrás do lavandário — outro ótimo ponto para fotografias.

Além dos girassóis, o Jardim Pindorama tem um grande círculo no chão, desenhado com pedras, como se fosse um labirinto. A estrutura conversa com outra novidade do parque, a instalação artística meditativa “Éden”, com dez círculos espalhados por todo o parque. Cada um deles representa os frutos da Árvore da Vida da cabala judaica.

A instalação é uma parceria entre a mestra em cabala Sandra Strauss, e a harpista e proprietária do Uaná Etê, Cristina Braga. A ideia da dupla é formar um circuito que pode ser percorrido de maneira paralela às atrações do jardim, e que pode levar de uma hora e meia a três horas para ser concluído, dependendo do tempo gasto para reflexão em cada ponto.

Os três primeiros círculos do circuito estão ao redor do Jardim Cachoeirinha, na parte mais baixa da área visitável do parque, um local que passa despercebido para muitos visitantes, focados em ir logo para a parte mais alta, onde estão as instalações mais conhecidas, como as grandes asas e o Labirinto da Música.

Nesta área mais baixa, o antigo orquidário foi repaginado por Cristina Braga e agora estreia como Jardim de Inverno, uma pequena estrutura coberta que está recebendo, até o dia 16 de julho, o Uaná Jazz Winter, evento que combina música ao vivo e gastronomia, com pratos criados e preparados pela chef Malu Mello, com ingredientes de produtores do Vale do Café (incluindo o sítio de sua família em Paty) e até lambari, peixe típico da bacia do Rio Paraíba do Sul.

Para completar, também é possível fazer degustação de cachaças do Vale, como Magnífica (de Miguel Pereira), Pindorama (de Mendes) e Werneck (de Rio das Flores). Cervejas da região, como Ferdinander, produzida em Engenheiro Paulo de Frontin, também têm espaço.

A comida de Malu Mello harmoniza com a música de Cristina Braga e seu marido, Ricardo Medeiros, também proprietário do parque. O casal apresenta o show “Uirapuru Cool Jazz” numa programação que pode ser combinada com a famosa Hora Rosa, o entardecer no parque, que pode ser apreciado por quem compra um tipo de ingresso especial, já que a visita convencional se encerra às 17h (outras informações no site uanaete.com).

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