De 'Girl from Rio', de Anitta, a 'Girl from Garopaba', de Gabriel, O Pensador, que a dedica à namorada: 'Uma coisa mais sacana'

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Após o sucesso de “Girl from Rio” de Anitta, uma nova “girl” chegou no pedaço: a “Girl from Garopaba”, nome da nova música de Gabriel, o Pensador, lançada nesta sexta-feira, véspera do dia dos namorados. O cantor assumiu esta semana o namoro com a estudante de marketing Gabriela Vicente, 27 anos mais nova, e dedica a canção a ela. Inspirado no hit da Poderosa, o artista juntou um trecho já escrito e abriu o coração no restante da letra, que conta detalhes da relação.

— Falei para Anitta que a música dela me inspirou e que eu tinha feito “Girl from Garopaba” para a Gab. Na letra, eu aproveitei uns trechinhos que eu já tinha anotado há uns meses. É uma coisa mais sacana, uma pegação na cozinha — conta o cantor.

A letra da música descreve cenas quentes do casal e toda a química que os dois têm. Gabriel afirma que não censurou detalhes íntimos na hora de escrever.

— Eu poderia até falar que era criação artística, mas foi inspirado em fatos reais. Porém, levamos o clipe para o lado da diversão, não tem tanta sensualidade. Está leve e com censura livre — diverte-se.

Gravado esta semana, o clipe conta com a participação do humorista Nelson Freitas, amigo de Gabriel, como um paparazzo. Algumas cenas foram gravadas na Urca, onde eles procuraram um barco para representar o clima de Garopaba, em Santa Catarina, cidade natal da musa do cantor.

— Olha que coincidência: o primeiro pescador que procurei lá, chamado João, é catarinense e já pescou com a avô da Gab lá em Garopaba. Pensei: “Não é possível!” — diz Gabriel, que conheceu a namorada ao fazer um show em Santa Catarina: — Vimos que tínhamos bastante afinidade, continuamos nos falando e quando começou a pandemia eu a convidei para fazer uma aglomeração a dois.

O casal já se conhece há cerca de dois anos, mas ficou junto para valer mesmo a partir de abril de 2020. Embora não tenha exposto a relação nas redes até esta semana, o cantor afirma que seus amigos mais próximos e familiares já sabiam que eles estavam juntos.

— Foi algo que foi se solidificando sem pressão interna. Fomos deixando fluir até o ponto em que ela resolveu transferir a faculdade aqui para o Rio, por incentivo meu também. E também não tínhamos pressão externa, do público sabendo, acompanhando vida de casal. Preferimos evitar. E aí veio a ideia da música, achei que iria ser mais agradável poder brincar, fazer um story... Em algumas situações acabávamos escondendo como se fosse um segredo e não era. Mas foi bom esperar — afirma.

Em sintonia, o casal passa a quarentena junto na casa de Gabriel, no Rio. Segundo o artista, apesar da diferença de idade, os dois têm um jeito em comum de levar a vida com simplicidade. Ao falar da namorada, o cantor se derrete e diz que tem até inspiração para escrever outras músicas.

— Tem gente que está falando que eu nunca mostrei o lado mais romântico. Eu sou pisciano, com lua em câncer, a mesma da Gab. Eu tenho, sim, coisas que eu escrevo, uns desabafos, poemas. Eu gosto de transformar em poesia esses tipos de sentimentos também. Essa é uma música que fala de algo mais pessoal, mas, na verdade, uma canção nunca deixa de ser pessoal seja qual for o tema — diz.

O surfista solitário, que já não é mais tão solitário assim, tem pegado a onda da inspiração durante a pandemia. No ano passado, Gabriel lançou três singles com assuntos do momento. "Vamo aí", sobre racismo; "A cura tá no coração", com Cynthia Luz, sobre a pandemia; e "Aglomeração a dois", com Ivete Sangalo, que também tocou na questão do confinamento. Sem lançar um disco desde 2012, o cantor entrega que pensa em voltar ao estúdio em breve.

— No último ano, eu tive tempo de olhar letras que já venho escrevendo. Retomei isso com vontade mesmo, principalmente a partir de março. Estou bem animado. Meu amigo Kevin (White), produtor do Malibu Studios, está me provocando para fazermos um EP. Estou para decidir, mas acho que a gente vai acabar botando a cara para trabalhar nisso.

Além das músicas, Gabriel também tem se voltado aos livros. Ele relançou "Um garoto chamado Rorbeto", obra que ganhou o prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira.

— Lancei outros dois livros para crianças bem pequenas, um se chama "Bagunça" e outro "Gualín". Também tenho projetos de livros novos e também para gerar mais conteúdo no YouTube. Fiz ainda poemas em vídeo no ano passado. Eu sou desorganizado, faço um pouco disso, um pouco daquilo. Tem coisas boas que gosto muito, mas acabam ficando na gaveta um tempo antes de virar um produto mesmo. Eu não parei, não. Estoou animado, curtindo bastante esse momento criativo — finaliza.

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