Giulia Costa lamenta retorno de moda dos anos 2000: 'Regredindo para magreza extrema'

Giulia Costa opinou se a magreza extrema voltou à moda (André Horta / Brazil News)
Giulia Costa opinou se a magreza extrema voltou à moda (André Horta / Brazil News)

Resumo da Notícia:

  • Os anos 2000 estão bombando

  • Estética 'y2k' é inspirada nessa época

  • Giulia Costa avaliou ditadura da magreza

A magreza extrema está na moda? Os anos 2000 criaram traumas em muitas pessoas por causa dos padrões de beleza inatingíveis. Agora, com o retorno da estética da década, Giulia Costa teme que o revival gere uma nova era de transtornos alimentares e coloque em risco a saúde da geração Z.

"Acho que essa cultura de anos 2000, de cintura baixa, sempre vai ratificar muito essa magreza extrema que era dos anos 2000 e que eu achava que a gente estava abandonando agora por justamente chegar nesse movimento de corpo livre que a nova geração tanto defende. Mas tenho a impressão que estamos regredindo cada vez mais para essa magreza extrema", opina a cineasta em conversa com o Yahoo.

"E não que a magreza extrema seja um problema quando você já nasce com ela, porque cada um tem seu corpo. Cada um tem um biotipo e é isso que faz o ser humano individual. Seria muito chato se todo mundo fosse igual. Mas a magreza inalcançável gera distúrbio alimentares, de imagem e de ansiedade", destaca a jovem, uma das famosas que marcaram presença no Rock in Rio.

Recentemente, Giulia desabafou que comprar roupas no shopping lhe causa insegurança e ainda revelou uma fase de baixa autoestima. "Quando eu falo sobre minhas inseguranças, muita gente vem me criticar dizendo que eu sou um corpo padrão, que não posso estar reclamando, que vou gerar mais gatilho em outras pessoas. Mas acho que esse corpo padrão é o inalcançável. Talvez para algumas pessoas eu já esteja no corpo padrão e para mim não estou porque justamente outra pessoa está. Acho que esse é o grande problema", explica.

A filha de Flávia Alessandra conta ainda como o público reagiu ao seu relato, que gerou identificação em suas seguidoras. "Fiquei surpresa com a quantidade de gente se identificando. Eu não sei se é uma coisa da minha cabeça, que de um tempo pra cá fiquei mais insegura e talvez tenha gerado isso. Mas todo mundo concordou que as roupas estão diminuindo. Não tem problema eu vestir um 44 ou 46, mas se eu estou vestindo 44 ou 46, quem era para estar usando um 44 ou 46 está vestindo o que? Essa é a grande questão", reflete.