Gleisi aprova coro de 'sem anistia' para punir Bolsonaro

***ARQUIVO*** BRASILIA, DF,  BRASIL,  13-12-2022, A presidente do PT Gleisi Hoffmann. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado de sua esposa Janja da Silva,  do vice presidente eleito Geraldo Alckmin e sua esposa Lu Alckmin e demais integrantes do governo de transição, pariticpam de cerimônia de encerramento dos grupos de trabalho da transição, no CCBB. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress0
***ARQUIVO*** BRASILIA, DF, BRASIL, 13-12-2022, A presidente do PT Gleisi Hoffmann. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado de sua esposa Janja da Silva, do vice presidente eleito Geraldo Alckmin e sua esposa Lu Alckmin e demais integrantes do governo de transição, pariticpam de cerimônia de encerramento dos grupos de trabalho da transição, no CCBB. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress0

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O coro de "sem anistia", entoado por militantes de esquerda em eventos oficiais em Brasília nos últimos dias, é aprovado pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann. "É natural. Eu tenho simpatia", diz ela.

O slogan é um pedido velado para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados sejam julgados por supostos crimes cometidos durante o mandato, especialmente as falhas no combate à pandemia.

Ele foi entoado pela multidão reunida na praça dos Três Poderes durante o discurso de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (1º).

Nesta segunda-feira (2), o mesmo ocorreu na posse do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, no Palácio do Planalto. Centenas de militantes repetiram o coro, embora praticamente todas as autoridades presentes não tenham se manifestado.

Em seus discursos de posse, Lula foi ambíguo sobre o tema. Prometeu que não iria promover revanchismos, mas defendeu que a Justiça seja feita caso crimes sejam identificados.

Secretário de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira afirma que "o Executivo não vai afastar o cumprimento da lei para quem quer que seja". "O Executivo nem pode se omitir, sob o risco de prevaricar". diz.

Uma aposta do governo Lula é que novos fatos incriminadores contra Bolsonaro venham à tona com a revogação dos sigilos de 100 anos sobre decretos do governo passado, promessa de campanha do petista.