Gleisi Hoffmann ataca Bolsonaro e crê em Lula candidato em 2022

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em entrevista ao Universa, do UOL, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirma não ver nada de bom no governo Bolsonaro. Ela chama o presidente Jair Bolsonaro (PSL) de “bandido na Presidência da República, que flerta com milícias, com o ilícito, com o autoritarismo, capaz de se dizer cúmplice de um assassinato” – esta última afirmação em referência às declarações do político sobre a morte de Fernando Santa Cruz, pai do atual presidente da OAB, durante o regime militar.

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A advogada defende que, em 7 meses de governo, Bolsonaro não apresentou um projeto para tirar a população da crise. Quando instada a citar uma boa proposta do presidente, sustenta o tom crítico: “talvez o 13º do Bolsa Família, que ele fez por proselitismo.” E logo faz uma ressalva, lembrando a retirada do reajuste da inflação do programa: “deu com uma mão e tirou com a outra”.

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Ela cita a Reforma da Previdência como “uma derrota para o povo brasileiro”. Mas ressalta que a oposição conseguiu retirar do texto original a proposta de capitalização e as alterações na aposentadoria dos trabalhadores rurais. E anuncia o caminho que pretende seguir na Câmara: “Vamos continuar fazendo uma oposição sistemática e dura, com propostas para o Brasil, como um programa emergencial de emprego e renda. Se Bolsonaro quiser, pode implementá-lo.”

Apesar de dizer que ainda é cedo para falar das eleições de 2022, Gleisi Hoffmann insiste em apontar Lula como o principal nome do PT para o pleito. Caso o ex-presidente não tenha condições de disputar a eleição, diz que Fernando Haddad ainda segue como um dos nomes mais fortes do partido.

“Não formamos candidatos e não construímos lideranças de uma hora para outra.”, afirma ela.

Perguntada sobre as críticas que o paulista tem feito a ela – por exemplo, ao fato de ela ter ido à Venezuela apoiar Maduro – a deputada garante que a relação dos dois é boa: “Acho que os ruídos são mais externos a nós do que entre nós”.

A presidente do Partido dos Trabalhadores pretende concorrer à reeleição no cargo, apesar de protestos de uma ala do partido. As críticas são direcionadas ao seu comportamento combativo durante a maior crise da história do PT – atitude essa que lhe garantiu o apelido de "Crazy Hoffmann". Ela comenta a insinuação: “Quando os homens são mais enfáticos, são compreendidos. Ninguém os chama de loucos”.