Gleisi pede a partidos aliados a Lula indicação de nomes para a transição de governo

Gleisi Hofmann (PT-PR) pediu, na noite de terça-feira, que as legendas que apoiaram a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva indiquem até quinta-feira nomes para integrar a equipe de transição. O recado da presidente do PT foi dado na primeira reunião entre as legendas, que ocorreu de forma por virtual.

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Os indicados das legendas, que poderão ser os presidentes dos próprios partidos, deverão formar a coordenação da transição por temas. Ao dividir os grupos em áreas temáticas, com uma coordenação, os partidos serão chamados novamente a indicar quadros políticos e técnicos para cada área para integrar os grupos, como meio ambiente, saúde, educação e desenvolvimento econômico. A transição terá o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) como coordenador-geral.

Gleisi fez questão de enfatizar, no entanto, que assumir a coordenação de determinada área na transição não significa ascender ao posto de ministro. O martelo sobre as indicações dos partidos, no entanto, só será batido quando Lula retornar de uns dias de descanso no interior da Bahia.

A deputada fez um apelo aos partidos para que foquem em viabilizar o orçamento para 2023, destacando a necessidade de que consigam margem para garantir o Auxílio Brasil e o aumento do salário mínimo. A preocupação é de que o orçamento do ano que vem já precisa estar adaptado às prioridades do novo governo.

De acordo com participantes da reunião, Gleisi se mostrou tranquila em relação à transição. A avaliação é de que o presidente Jair Bolsonaro e aliados mais "extremistas" estão isolados no governo, já que grande parte dos integrantes querem colaborar com o processo.

— Não é transição típica como as que ocorreram até agora, não tem uma receptividade por parte do presidente, mas acredito que nos ministérios, no corpo técnico de servidores e até mesmo com Ciro Nogueira (ministro da Casa Civil) não deverá haver tanta dificuldade — afirma o presidente do PSB, Carlos Siqueira.

A discussão contou com integrantes dos onze partidos mais representantes do MDB. Além de Siqueira, estavam presentes na reunião virtual o presidente do PDT, Carlos Lupi, do Solidariedade, Paulinho da Força e do PV, José Luiz Penna.