Gleisi pede a partidos aliados a Lula indicação de nomes para a transição de governo

Gleisi Hofmann (PT-PR) pediu, na noite de terça-feira (dia 1º), que as legendas que apoiaram a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva indiquem até quinta-feira (dia 3) nomes para integrar a equipe de transição. O recado da presidente do PT foi dado na primeira reunião entre as legendas, que ocorreu de forma por virtual.

Os indicados das legendas, que poderão ser os presidentes dos próprios partidos, deverão formar a coordenação da transição por temas. Ao dividir os grupos em áreas temáticas, com uma coordenação, os partidos serão chamados novamente a indicar quadros políticos e técnicos para cada área para integrar os grupos, como meio ambiente, saúde, educação e desenvolvimento econômico. A transição terá o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) como coordenador-geral.

Gleisi fez questão de enfatizar, no entanto, que assumir a coordenação de determinada área na transição não significa ascender ao posto de ministro. O martelo sobre as indicações dos partidos, no entanto, só será batido quando Lula retornar de uns dias de descanso no interior da Bahia.

A deputada fez um apelo aos partidos para que foquem em viabilizar o orçamento para 2023, destacando a necessidade de que consigam margem para garantir o Auxílio Brasil e o aumento do salário mínimo. A preocupação é de que o orçamento do ano que vem já precisa estar adaptado às prioridades do novo governo.

De acordo com participantes da reunião, Gleisi se mostrou tranquila em relação à transição. A avaliação é de que o presidente Jair Bolsonaro e aliados mais "extremistas" estão isolados no governo, já que grande parte dos integrantes querem colaborar com o processo.

— Não é transição típica como as que ocorreram até agora, não tem uma receptividade por parte do presidente, mas acredito que nos ministérios, no corpo técnico de servidores e até mesmo com Ciro Nogueira (ministro da Casa Civil) não deverá haver tanta dificuldade — afirma o presidente do PSB, Carlos Siqueira.

A discussão contou com integrantes dos onze partidos mais representantes do MDB. Além de Siqueira, estavam presentes na reunião virtual o presidente do PDT, Carlos Lupi, do Solidariedade, Paulinho da Força e do PV, José Luiz Penna.