Globo inicia estudos para vender a Som Livre

O Globo
·2 minuto de leitura
Divulgação
Divulgação

RIO - A Globo iniciou estudos para vender a gravadora Som Livre, informou a empresa nesta quarta-feira. Trata-se da maior gravadora brasileira em receita, ficando atrás apenas de Sony e Universal, mas à frente da Warner Music, segundo informações do Valor Econômico.

A decisão integra estratégia da empresa de atuar de forma cada vez mais orientada ao modelo D2C (direto ao consumidor, na sigla em inglês), ou seja, em que cuida de todas as etapas de produção até o consumidor final. Nesse sentido, a Globo explica em nota que vem fazendo uma revisão detalhada de seus ativos, focando nos negócios que melhor atendem a sua principal estratégia de atuação.

Jorge Nóbrega, presidente executivo da Globo, sublinha que a Som Livre é um negócio “extremamente sólido e rentável”, tendo feito uma mudança bem-sucedida em seu modelo de negócio há dez anos, migrando investimentos para a gestão de talentos e transformando a marca em grande potência em seu segmento, com atuação em várias plataformas.

“A música continua muito importante no portfólio da Globo, mas acreditamos que é um bom momento para sairmos do negócio tradicional de gravadora e nos concentrarmos na estratégia D2C”, explica o executivo.

A música tem grande relevância nos negócios da empresa, que além de atuar na cobertura de grandes festivais como o Rock in Rio e o Lollapalooza, está no centro de canais por assinatura, como BIS e Multishow, e também em programas de destaque como os da família The Voice, TVZ, Música Boa ao Vivo e outros.

Criada em 1969 com o objetivo inicial de elaborar as trilhas sonoras das produções da Globo, a Som Livre abriu portas as mais diversas vertentes musicais, tendo revelado talentos como Rita Lee, Djavan e Novos Baianos. Atualmente, a gravadora conta com um elenco de aproximadamente 80 artistas.

Segundo Marcelo Soares, diretor-geral da Som Livre, a música local representa quase 70% do consumo total desse mercado no Brasil. A gravadora, diz ele, inteiramente focada em música brasileira, cresceu por mais de dez anos seguidos numa velocidade maior que a do mercado.

“Ter chegado à posição de terceira maior gravadora do Brasil apenas com conteúdo brasileiro nos enche de orgulho. No ranking publicado pelo Spotify dos oito maiores artistas da década passada, a Som Livre desenvolveu seis, é a melhor evidência do nosso conhecimento do nosso mercado e do nosso público. Essa é uma operação que foi construída pelo time mais talentoso com que já tive a oportunidade de trabalhar e está preparada para muitos outros anos de crescimento”, conta Soares.