Globo lança agenda ESG 2030

A Globo lançou oficialmente nesta quinta-feira sua agenda ESG 2020, sigla (do inglês Environmental, Social and Governance) que se popularizou por definir as práticas de organizações nas áreas de meio ambiente, sociedade e governança.

A empresa também anunciou que passou a ser signatária do Pacto Global da ONU Brasil, plataforma que reúne o setor empresarial para atuar com impacto mensurável nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), e divulgou seu primeiro relatório com base nos princípios GRI (Global Reporting Initiative) e SASB (Sustainability Accounting Standards Board), estabelecidos por organizações que têm como objetivo ajudar empresas, governos e instituições a comunicar e divulgar o impacto de suas ações e negócios no setor sustentável de modo geral.

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– A agenda é o resultado de um trabalho histórico da Globo, que sempre esteve comprometida com a sustentabilidade, com causas importantes e relevantes de impacto social, através de seu conteúdo – disse Paulo Marinho, diretor-presidente da Globo.

A ideia da agenda é tornar públicos esses valores da empresa, que sempre contribuíram com a sociedade brasileira. O trabalho começou em 2021, com um grupo de 20 pessoas de áreas como jornalismo, esporte e entretenimento. Ao longo desse mais de um ano foram definidos seis compromissos, alinhados com objetivos sustentáveis estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

– Precisávamos falar mais do que já fazíamos no dia a dia, reconhecer os desafios do planeta e discutir o que ainda falta fazer – afirmou Manuel Belmar, diretor de Finanças, Infraestrutura e Jurídico da Globo, lembrando que a empresa pode ser indutora dessas práticas ESG.

O primeiro passo foi conhecer o que outras grandes empresas de mídia do mundo já faziam em termos de práticas ESG, considerando, por exemplo, pautas relevantes sobre o tema. Outro desafio foi estabelecer métricas. Por exemplo, no jornalismo, foram criados mecanismos para que se tenha a noção precisa do conteúdo veiculado pela TV Globo e pela GloboNews que se encaixa nas práticas ESG.

Durante a elaboração da agenda, foram ouvidos diferentes públicos para identificar as prioridades de cada um na questão ESG, entre eles os 14 mil colaboradores da empresa, consumidores, investidores, anunciantes e acionistas. O objetivo foi priorizar temas fundamentais discutidos com cada um desses grupos.

Seis compromissos

Ao fim dessa etapa, foram estabelecidos seis compromissos fundamentais dessa agenda, que serão sustentados ao longo do tempo com diversas ações da empresa. O primeiro compromisso é o impacto positivo que a Globo pode causar no país trazendo pautas vanguardistas e mostrando a evolução da sociedade, tanto no jornalismo quanto no entretenimento e nos esportes.

O segundo compromisso da agenda é com diversidade e inclusão, uma pauta que a empresa já vem colocando em prática há algum tempo, e que se mistura com o respeito às diferenças. Agora, a ideia é dar um passo adiante, disse Belmar.

O terceiro compromisso é o bem-estar dos funcionários, com a qualidade do ambiente de trabalho sendo prioridade absoluta. O meio ambiente é outro ponto que compõe a agenda, e que também estava no foco da empresa. A Globo emitiu, por exemplo, dívida de US$ 400 milhões este ano com títulos verdes, vinculados à redução da emissão de gases estufa.

Também foram incluídos a governança, com código de ética e de práticas anticorrupção. A ideia é que a governança seja colocada em prática "em nível máximo", como se a empresa fosse listada em Bolsa. E, por último, um tema que é caro para a empresa que é a educação.

– A educação como vetor de transformação da sociedade sempre foi um dos compromissos da Globo – disse Marinho.

Dentro de cada compromisso, foram estabelecidas algumas metas e outras serão criadas com a colaboração e engajamento dos funcionários, disse Belmar. Em relação ao meio ambiente, por exemplo, a ideia é reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 15% até 2026 e 30% até 2030. A empresa quer chegar a 100% de uso em energia renovável até 2030.

Outra meta é chegar a ser "aterro zero", ou seja, reduzir ao máximo, os resíduos enviados a aterros sanitários nos próximos anos. Na novela Pantanal, que está atualmente no ar, e no programa No Limite, foram adotadas práticas para a redução de emissões de carbono. Fornecedores que adotam práticas sustentáveis também têm vantagem competitiva no momento de contratação de serviços.

– Nossa ambição é que essas práticas tenham adesão cada vez maior das pessoas fazendo parte do dia a dia dos colaboradores, de uma forma leve, pouco hierárquica e sem burocracia. Não dá certo se for uma pauta de uma pessoa ou de uma área isolada – concluiu Manuel Belmar.

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