Glocal Experience: a economia também é azul

O diagnóstico repetido por diferentes especialistas na Glocal Experience é preocupante: até 2050, a quantidade de plástico nos oceanos pode se igualar à de peixes. É nesse cenário, contudo, que emerge o debate sobre o fortalecimento da economia azul, que, junto com o maior aproveitamento do potencial econômico dessa imensidão de águas salgadas, tem como diretriz uma relação sustentável com os oceanos. Soma-se, assim, mais uma cor à necessidade de o planeta seguir em direção também à economia verde — que equilibre bem-estar, igualdade social e redução dos riscos ambientais — como já está mais do que provado ao serem lembradas as três décadas da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92.

Glocal Experience: incentivo à reciclagem do lixo às fontes renováveis de energia

A boa notícias é que as marés que conduzem a essa nova dinâmica, como indicaram os debates na Marina da Glória, revelam oportunidades. Na Arena de Diálogos do evento, André Nunes, da Beta-i, um centro de inovação com projetos em mais de 20 países, ressaltou que tecnologia e inovação são indissociáveis do desenvolvimento da economia do mar. O que significa bons ventos para startups nesse setor, as chamadas bluetechs.

— É importante trazê-las para trabalhar com agentes locais, desenvolvendo projetos pilotos — disse André Nunes.

Glocal Experience: no último dia da conferência, meio ambiente ocupa o centro do debate

Para o estado do Rio de Janeiro, a economia azul é promissora, destacou Renato Regazzi, gerente de Grandes Empreendimentos do Sebrae-RJ. Ele lembrou que, no geral, o Rio contribui com 11% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Mas, num recorte apenas da economia do mar, essa proporção sobe: vai a 23%, com mais de 500 empresas já mapeadas no estado ligadas às atividades marítimas.

— Precisamos fomentar os setores ligados a essa economia, principalmente pequenas empresas e startups — afirmou ele.

Glocal Experience: palco para soluções cheias de inovação

Urgência e importância

Já a subsecretária de Recursos Hídricos e Sustentabilidade da Secretaria estadual do Ambiente Sustentável (SEA), Ana Asti, ressalva que um desafio é desenvolver um sentido de urgência e de importância para o tema:

— As empresas e instituições precisam ser envolvidas no processo de busca por soluções.

No estado do Rio, diz ela, um passo importante acaba de ser dado, com a criação da primeira aceleradora de bluetechs da América Latina, numa parceria entre a SEA e a UFRJ. Em breve, destaca Ana, será publicado um edital convocando instituições públicas e privadas para apresentarem seus desafios no setor.

— A partir dos desafios, vamos buscar startups que já estejam desenvolvendo soluções para eles. Vamos fazer uma busca ativa de startups e conectá-las com os alunos que, hoje, já desenvolvem soluções para potencializar quem está começando — explica.

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