Gloria Perez em 'Pacto brutal' diz: 'Não tem como virar a página para existência de um filho'

Mais do que contar a história por trás da trágica morte de Daniella Perez, aos 22 anos, em 1992, a série "Pacto brutal: O assassinato de Daniella Perez" retrata também a determinação da autora Gloria Perez em esclarecer o caso. A mãe da atriz e bailarina fez uma investigação própria, encontrou testemunhas e sempre que pôde contestou informações equivocadas divulgadas por parte da imprensa sensacionalista e pelos assassinos. Gloria também se mobilizou para colher assinaturas para modificar a lei de crimes hediondos, que até então não contemplava o homicídio qualificado.

A autora deu mais de 20 horas de depoimentos para a produção ao longo de três dias. Suas falas são parte fundamental dos cinco episódios da série documental da HBO Max, e provavelmente alguns dos momentos mais emocionantes da produção.

Em mais de um momento, Gloria relembra que vivia um momento de plenitude até a perda da filha. Após realizar o sonho de ser escritora, trabalhar ao lado de Janete Clair e, finalmente, começar a escrever suas próprias novelas, a autora estava muito feliz. Agora, diz que vive a "felicidade possível", mas sem a possibilidade de plenitude.

"Não tem como virar a página para a existência de um filho", destaca Gloria na cena final da série. "Várias pessoas que poderiam estar aqui do meu lado, não existirão nunca. São os netos que eu não tive. Quando se mata uma pessoa, é muito para além dela. Você mata tudo o que aquela pessoa poderia ter feito em vida. Nunca mais vai ser a mesma coisa. Hoje, eu sei que a plenitude acabou."

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