Gloria Perez explica como frentistas ajudaram a desvendar assassinato de Daniella

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Atriz Daniella Perez em trecho do documentário
Atriz Daniella Perez em trecho do documentário "Pacto Brutal". (Foto: Reprodução/HBO Max)

Os três últimos episódios do documentário "Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez", sobre a morte da filha de Gloria Perez, chegaram à HBO Max nesta quinta-feira (28). Os novos capítulos mostram como os frentistas ajudaram a escritora a desvendar o assassinato da jovem atriz.

O terceiro episódio da produção mostra como Gloria investigou sozinha o assassinato da filha e buscou testemunhas do caso. O novo capítulo explica justamente como ela conseguiu o relato dos frentistas que viram Guilherme de Pádua emboscando e deixando Daniella inconsciente em um posto de gasolina no dia 28 de dezembro de 1992.

A escritora conta que chegou ao local após receber um telefonema anônimo. "Se quiser saber o que aconteceu com a sua filha, vá ao posto Alvorada, ao lado da Tycoon [estúdio de gravações em que a novela 'Corpo e Alma' era filmada]". Ela enviou um familiar ao local, que estranhou que ninguém da equipe quis se aproximar dele.

Ao notar o comportamento incomum, entrou em contato com os pais das crianças que encontraram Daniella e Guilherme logo após as gravações da novela "Corpo e Alma", escrita por Gloria para a Globo. Ele confirmou que os dois passaram pelo posto de gasolina e até as meninas notaram que a atriz estava inquieta.

Em janeiro de 1993, Gloria continuou tentando contato com os funcionários e um cozinheiro foi a primeira pessoa a confirmar que viu Daniella sendo agredida por Guilherme e sendo colocada dentro de um carro desmaiada. No entanto, ele não quis dar o testemunho para a polícia. Ela insistiu em conversar com os frentistas diariamente, mas eles negavam informações e chegaram até a ser demitidos para evitar que o local fosse associado ao crime. Ela só parou de frequentar o local quando um vigia informou onde alguns dos ex-funcionários moravam.

Foi assim que a escritora chegou a casa de Dagmar de Almeida Bastos, mãe de Flávio Bastos, rapaz que trabalhava no posto no dia do crime. Ela conta no documentário da HBO que temeu conversar com a escritora e acabar na mira de criminosos, colocando a família em perigo. "Se fizeram isso com a sua filha, sendo a senhora quem é, imagina o que farão com o meu. E não sai nem no jornal", disse ela a Gloria.

Gloria Perez só conseguiu convencê-la a falar sobre o caso ao enviar fotos do corpo de Daniella: "Eu botei as fotos debaixo da porta. Ela abriu. Eu implorei para a Dona Dagmar", relatou. "Ela se ajoelhou na sala e ali também foi algo determinante para mim. Nesse momento, eu me senti muito mal. Muito. Muitíssimo", relatou Flávio. Com a decisão dele, que tinha 19 anos na época, conseguiram concluir que foi um crime premeditado e que Guilherme não cometeu o assassinato sozinho.

Daniella Perez, de 22 anos, foi encontrada morta no dia 28 de janeiro de 1992 em um matagal na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. As investigações concluíram que Guilherme e sua então esposa, Paula Thomaz, foram os culpados por orquestrar e matar a atriz. Cinco anos após o crime, Guilherme e Paula foram condenados a 19 anos e seis meses de prisão, mas tiveram a pena reduzida para seis anos.

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