Gloria Perez mostra homenagem a Daniella Perez no dia de sua morte: '30 anos de saudade'

Gloria Perez postou no Instagram, nesta quarta-feira, uma homenagem a Daniella Perez no dia em que a morte da atriz completa 30 anos. A autora de "Travessia" mostrou o grupo de jazz em que a filha dançava usando um vídeo dela numa apresentação. Eles usaram uma gravação do ano de 1992, quando a jovem foi assassinada, numa dança deste ano. Nos comentários, internautas e famosos se solidarizaram com a escritora.

"28/12/1992. 30 anos de saudade. O Jazz da Carlota Portella foi a segunda casa da Dany. E nesse 2022 eles fizeram uma linda e emocionante celebração da sua vida: ela voltou a dançar com os integrantes do grupo com quem dançou no espetáculo de fim de ano daquele 1992", escreveu ela.

Completando 30 anos, a morte da filha de Gloria voltou a ser assunto este ano por conta de “Pacto brutal: o assassinato de Daniella Perez”, série documental que estreou em julho na HBO Max. Com depoimentos da autora e de pessoas próximas à atriz, morta por Guilherme de Pádua, seu par na novela “De corpo e alma”, e pela mulher dele, Paula Thomaz, a série foi um fenômeno de discussão nas redes sociais. Guilherme, que se tornou pastor de uma igreja evangélica em Belo Horizonte, morreu de infarto em novembro.

O ex-ator morreu aos 53 anos, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Ele teve um infarto. A informação foi confirmada pela Igreja Batista da Lagoinha, que ele frequentava e onde era pastor.

"Pouco antes das 22h, recebi o telefonema de uma irmã falando de um dos nossos pastores que acabou de falecer. Pra mim foi um impacto muito grande, porque hoje de manhã eu dirigi o culto e ele estava com a esposa no primeiro banco. Ele praticou aquele crime tão terrível com a Daniela Perez, foi preso, cumpriu a pena e se converteu. Ele tava dentro de casa, caiu e morreu. Acabou de morrer", disse o pastor Márcio Valadão.

O crime cometido por Guilherme e que chocou o Brasil ocorreu na noite de 28 de dezembro de 1992. A atriz e bailarina foi morta por ele e sua então esposa, Paula Thomaz. Daniella tinha deixado o estúdio no Rio, onde gravara cenas da produção, em seu carro, e foi seguida por Guilherme e Paula, dentro de um Santana.

Horas mais tarde, Daniella foi encontrada morta num terreno baldio perto da Rua Cândido Portinari, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, com 16 perfurações no peito e no pescoço. Guilherme chegou a consolar Gloria Perez por telefone, mas o crime acabou descoberto.

Guilherme de Pádua consolou Gloria Perez após matar Daniela Perez

Mais do que contar a história por trás da trágica morte de Daniella Perez, aos 22 anos, em 1992, a série "Pacto brutal: O assassinato de Daniella Perez" retrata também a determinação da autora Gloria Perez em esclarecer o caso. A mãe da atriz e bailarina fez uma investigação própria, encontrou testemunhas e sempre que pôde contestou informações equivocadas divulgadas por parte da imprensa sensacionalista e pelos assassinos. Gloria também se mobilizou para colher assinaturas para modificar a lei de crimes hediondos, que até então não contemplava o homicídio qualificado.

O doc mostra que Guilherme de Pádua, um dos assassinos da atriz, que morreu de infarto na noite deste domingo, 6 de novembro, chegou a consolar Gloria após a tragédia. Ele também abraçou Raul Gazola, que na época era marido de Daniela, como se não tivesse envolvimento com o crime.

A autora deu mais de 20 horas de depoimentos para a produção ao longo de três dias. Suas falas são parte fundamental dos cinco episódios da série documental da HBO Max, e provavelmente alguns dos momentos mais emocionantes da produção.

Em mais de um momento, Gloria relembra que vivia um momento de plenitude até a perda da filha. Após realizar o sonho de ser escritora, trabalhar ao lado de Janete Clair e, finalmente, começar a escrever suas próprias novelas, a autora estava muito feliz. Agora, diz que vive a "felicidade possível", mas sem a possibilidade de plenitude.

"Não tem como virar a página para a existência de um filho", destaca Gloria na cena final da série. "Várias pessoas que poderiam estar aqui do meu lado, não existirão nunca. São os netos que eu não tive. Quando se mata uma pessoa, é muito para além dela. Você mata tudo o que aquela pessoa poderia ter feito em vida. Nunca mais vai ser a mesma coisa. Hoje, eu sei que a plenitude acabou."

Ao lado da então esposa, Paulo Thomaz, o então ator fez uma emboscada para a colega, de 22 anos na época, e a assassinou a facadas. Guilherme e Paula foram condenados a 19 anos e 6 meses de prisão. Mas ele foi solto após seis anos, depois de ter cumprido um terço da pena.