Goiana que morreu de câncer na Bélgica era mantida em cativeiro e sofreu abusos, diz família

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Cristianny não resistiu a um câncer na Bélgica - Foto: Reprodução/Facebook
Cristianny não resistiu a um câncer na Bélgica - Foto: Reprodução/Facebook
  • Brasileira foi para a Bélgica seduzida por uma oferta de emprego

  • Segundo a família, foi abusada sexualmente e mantida em cativeiro pelo patrão

  • Ela não resistiu a um câncer e morreu no último fim de semana

A família de uma brasileira de 30 anos afirma que ela sofreu abusos e foi mantida em cativeiro na Bélgica, antes de morrer de câncer no último fim de semana. Cristianny Fernandes era natural de Goiânia e foi vítima de um tumor no útero. As informações foram divulgadas pelo G1

Sobrinha de Cristianny, Clea Gonçalves de Souza contou que a mulher mudou-se para a Europa em 2019, seduzida por uma oferta de emprego na área de limpeza feita por um homem que havia conhecido pela internet.

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Ainda de acordo com a familiar, a proposta foi feita em português, mas por um rapaz que dizia morar na Bélgica. Ele, inclusive, pagou a passagem para que a mulher fosse para Bruxelas.

Chegando lá, porém, Cristianny teria sido mantida em cárcere privado. A goiana inclusive contou à família que foi estuprada pelo homem que lhe contratou, um português, de acordo com a vítima.

Cristianny foi atraída por oferta de emprego na Bélgica - Foto: Getty Images
Cristianny foi atraída por oferta de emprego na Bélgica - Foto: Getty Images

Ela chegou a relatar para a gente que havia sido estuprada pelo português que tinha feito a proposta de emprego. Ela disse que foram várias vezes”, contou Clea.

Mulher fugiu do cativeiro

Cristianny teria aproveitado um descuido do português para fugir. Ela procurou ajuda da polícia e de um coletivo de brasileiros na Bélgica, que a encaminhou para um hospital. Posteriormente, porém, a mulher foi diagnosticada com o câncer.

Segundo Clea, Cristianny acreditava que o tumor era resultado de infecções causadas pelos abusos sofridos. Nos últimos meses, a doença se agravou e a goiana não resistiu. A morte foi confirmada à família no domingo.

"Ela lutou muito, fez quimioterapia e radioterapia, mas há dois meses estava muito debilitada. Ela disse que não tinha mais forças, não respondia ao tratamento”, disse ao G1.

A família de Cristianny entrou em contato com o governo para iniciar o processo de transporte do corpo da mulher. A Secretaria de Assuntos Internacionais do Governo de Goiás explicou que foi notificada sobre a morte e que o processo de solicitação do auxílio funerário está em fase preparatória.

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