Golã 'continuará sendo israelense', responde Israel a secretário de Estado dos EUA

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Foto de 27 de janeiro de 2021, do secretário de Estado americano Antony Blinken

O Golã "continuará sendo israelense" declarou nesta terça-feira (9) o escritório do primeiro-ministro israelense em resposta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony Blinken, que deu a entender que o apoio americano ao controle do Golã por Israel não era imutável.

Blinken declarou na segunda-feira à rede CNN que o Golã é "muito importante para a segurança de Israel", mas que "as questões de legalidade" são "de outra ordem".

"Com o tempo, se a situação mudar na Síria, é algo que analisaremos" disse, acrescentando que o presidente Joe Biden não conversou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu desde sua chegada à Casa Branca em 20 de janeiro.

"A posição de Israel é clara. Em qualquer cenário, o Golã continuará sendo israelense" disse nesta terça-feira à AFP um alto responsável do gabinete de Netanyahu, que pediu anonimato.

Entre suas inúmeras decisões de claro apoio a Israel, o ex-presidente Donald Trump assinou em março de 2019 um decreto reconhecendo oficialmente a soberania de Israel sobre a parte ocupada do Golã sírio, anexionada em 1981. A comunidade internacional nunca reconheceu esta anexação.

Israel e Síria, que tecnicamente continuam em guerra, são separados por uma fronteira nas Colinas do Golã, que Israel ocupa desde o fim da guerra dos Seis Dias em 1967.

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