Goleiro Bruno é flagrado com mulheres em bar de MG

Goleiro Bruno foi visto em bar próximo ao local onde trabalha (Reprodução/TV Alterosa)

O goleiro Bruno teve suspenso, nesta sexta-feira (19), o direito de trabalho externo e foi obrigado a ficar confinado no presídio de Varginha (MG) um dia após ter sido flagrado em um bar de uma associação da cidade acompanhado de duas mulheres e uma lata de cerveja no horário em que deveria estar trabalhando. O atleta foi visto pela reportagem da TV Alterosa, que registrou a movimentação. A defesa nega que ele tenha cometido qualquer irregularidade.

Leia mais:
‘Por que ele tentou me matar?’, pergunta filho do goleiro Bruno

Segundo a emissora, o goleiro teria marcado o encontro com as duas mulheres utilizando um aplicativo de celular — o aparelho teria sido usado dentro do próprio presídio, embora o uso de celulares por detentos seja proibido. Abordado pela reportagem, ele não quis comentar o ocorrido e seus advogados afirmam que ele não fez uso do dispositivo.

Preso em 2010, Bruno foi condenado pelo homicídio triplamente qualificado da ex-namorada, Eliza Samúdio, e por sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Em abril de 2017, foi encaminhado para a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), em Varginha, considerada um presídio-modelo no estado. Além de trabalhar em uma obra na própria associação, adquiriu o direito de executar serviços fora do local.

No entanto, ele não tinha permissão para se encontrar com terceiros ou mesmo consumir bebidas alcoólicas enquanto estivesse fora.

Segundo a TV Alterosa, o encontro de Bruno com as mulheres havia sido planejado previamente. Primeiro, uma delas teria feito contato por meio de carta; ao conseguir acesso a um telefone, o goleiro teria conversado com ela por meio do WhatsApp. O veículo teve acesso às mensagens.

Goleiro Bruno tentava progressão de pena

O caso pode colocar em risco a pretensão do goleiro de migar para o regime semiaberto. No dia 11 de outubro, sua defesa entrou com um pedido de progressão de pena levando em consideração os serviços prestados na Apac.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recomendou um exame criminológico para saber se Bruno está apto a ser reinserido na sociedade

Relembre caso

Bruno Fernandes de Souza foi condenado a 20 anos e nove meses de prisão pelo caso. À ocasião, ele alegava que Eliza Samudio o tentara extorquir com pedidos de pensão do filho Bruninho — de quem duvidada da paternidade. Ele havia sido condenado por ocultação de cadáver, embora a pena tenha sido extinta após o crime prescrever — a condenação saiu apenas em 2012. O corpo de Eliza nunca foi encontrado.

Após cumprir pena em grandes penitenciárias, o goleiro Bruno foi transferido em 2015 para uma das unidades administradas pela Apac e ali permaneceu até fevereiro de 2017, quando foi libertado após um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello. Pouco mais de dois meses depois, retornou ao cárcere por decisão da Primeira Turma da Corte, que derrubou a liminar por 3 votos a 1.