Golpistas anunciam na Guiné um toque de recolher nacional

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Guiné, um dos países mais pobres do mundo, marcado pela instabilidade política (AFP/CELLOU BINANI)

Os oficiais das forças especiais que capturaram o presidente da Guiné, Alpha Condé, e proclamaram a dissolução das instituições neste domingo (5), anunciaram um toque de recolher em todo o país "até segunda ordem".

Em comunicado lido em televisão nacional esta noite, os militares também anunciaram a substituição de governadores e prefeitos regionais por militares e convocaram os ministros cessantes e presidentes das instituições para uma reunião na segunda-feira, às 11h (8h no horário de Brasília), na capital Conacri.

"Qualquer recusa em comparecer será considerada um ato de rebelião" contra o comitê criado pelos conspiradores para governar o país, alertou o grupo de oficiais.

“O toque de recolher entra em vigor a partir das 20h em todo o país até segunda ordem”, disseram os militares. No entanto, pediram aos funcionários públicos que trabalhassem na segunda-feira.

Eles urgiram "todas as unidades (militares) do interior (do país) a manterem a calma e evitarem movimentos em direção a Conacri".

Também afirmaram que queriam "assegurar à comunidade nacional e internacional que a integridade física e moral do ex-presidente não está comprometida". "Tomamos todas as providências para que ela tenha acesso a atendimento médico", garantiram.

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