'As golpistas': crítica

Mario Abbade
Jennifer Lopez é uma stripper golpista no filme

O ano de 2019 tem nas telas a marca do cinema de Martin Scorsese. Depois de sua obra-prima “O irlandês” e das influências na concepção no também ótimo “Coringa”, de Todd Phillips, agora estreia “As golpistas”, de Lorene Scafaria, mais um projeto inspirado na linguagem cinematográfica de Scorsese, de filmes como "Os bons companheiros" (1990) e principalmente "Casino" (1995).

Alguns maneirismos do veterano diretor em narração, plano-sequência, movimentação de câmera e trilha sonora estão no projeto com o apogeu e a queda de um grupo de trapaceiras, mas a serviço do empoderamento feminino.

O roteiro, também de Lorene, foi baseado numa reportagem publicado na “New York Magazine” sobre uma equipe de ex-strippers que se unem para roubar seus clientes de Wall Street. Lorene se inspira em Scorsese, mas entrega um filme com luz própria, que disseca o cotidiano de quem frequenta e trabalha nos clubes de strip-tease. E ela tem a companhia de ótimas atrizes, em que o destaque vai para Jennifer Lopez.