Golpistas presas no Recreio usavam texto pronto na abordagem telefônica às vítimas

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As estelionatárias presas em um apartamento no Recreio dos Bandeirantes recorriam a um texto padrão na abordagem que faziam às suas vítimas, por telefone. Uma foto feita a polícia no momento da prisão, na última quarta-feira, mostra uma delas, Rayane Souza, diante de um computador com o script aberto.

“O motivo do meu contato é referente a uma transação que se encontra irregular no nosso sistema. Foi uma compra realizada agora pouco nas lojas americanas na cidade de São Paulo, no valor de R$ 2.375,33. O senhor (a) reconhece a transação?”, diz o texto.

Em seguida, conforme o script, a golpista pergunta se a pessoa estava com cartão de crédito em seu poder ou se havia perdido o mesmo. E, quando a pessoa confirmava que estava com o cartão, informava que a mesma teria sido vítima de uma fraude. Essa era a deixa para que a estelionatária pedisse para que a pessoa do outro lado da linha informasse seus dados pessoais e bancários, bem como senhas que seriam utilizados por eles.

Com os dados bancários dos cartões das vitimas em mãos, incluindo senha, faziam Pix, transferência, empréstimos, saques e compras, usando todo o crédito disponível da vítima, causando um prejuízo financeiro muito grande para essas pessoas. Somente uma das integrantes da quadrilha movimentou R$ 400 mil em duas semanas, segundo a delegada. Algumas ostentavam uma vida de luxo nas redes sociais.

O bando se valia também de motoboys, que eram enviados na casa das vítimas para pegar os cartões que seriam “cancelados”. A Polícia descobriu que eles usavam uniforme, crachá e levavam um termo impreso num papel timbrado com o logotipo do banco para comprovar a retirada. O objetivo era dar um ar de “credibilidade” para a ação fraudulenta.

Yasmin Navarro, Anna Carolina de Sousa Santos, Gabriela Silva Vieira, e Mariana Serrano de Oliveira também foram presas em flagrante por policiais da 40ª DP (Honório Gurgel). Segundo as investigações, elas fazem parte de uma quadrilha especializada em aplicar golpes principalmente em pessoas idosas.

A Polícia Civil investiga quantas vítimas o grupo fez. Uma planilha encontrada no apartamento tem o nome de 10 mil pessoas que estavam sendo abordadas pelo grupo.

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