Golpistas se passam por PayPal para roubar dados bancários de usuários

Golpistas se passam pelo PayPal para roubar dados bancários de usuários (Foto: Getty Images)
Golpistas se passam pelo PayPal para roubar dados bancários de usuários (Foto: Getty Images)
  • E-mails em nome do PayPal contendo compras de criptomedas com valor elevado são enviados às vítimas;

  • Em anexo, um número de telefone criminoso é fornecido para cancelar a compra;

  • Ao entrarem em contato, as vítimas são induzidas a fornecer dados bancários

Criminosos estão usando falsas compras de criptomoedas com valor elevado para coletar números de telefone de usuários. O golpe funciona assim: supostas transações via PayPal são enviadas por e-mail à vítima juntamente com um número de telefone. Porém, tudo se trata de um esquema para induzi-la a ceder dados bancários como pré-requisito para confirmar ou cancelar a aquisição de ativos em seu nome.

Fragilizadas pelo momento financeiro em que vivem, muitas pessoas acabam ligando para o número criminoso. A partir daí, os golpistas não apenas registram o telefone usado para isso para futuros golpes via SMS ou mensageiros instantâneos, mas também solicitam informações financeiras. Sob a alegação de que são necessários para cancelar a suposta compra, os golpistas solicitam acesso a dados de cartão de crédito e a números e códigos de segurança, que permitem a realização de compras fraudulentas em nome da vítima.

Integrante da Check Point Software Technologies, a Avanan foi a primeira empresa de segurança a alertar para os ataques. Como a mensagem está redigida em inglês e o telefone usado no golpe é do estado do Havaí, acredita-se que os usuários dos EUA são os principais alvos. O valor alegado é alto, com a falsa compra de US$ 500, mais de R$ 2,5 mil, na conta do PayPal da vítima em potencial, servindo para acender alertas e motivar a ligação o mais rapidamente possível.

A partir do segundo semestre deste ano, houve aumento significativo de tentativas de golpes desse tipo, envolvendo a marca PayPal, segundo dados da empresa de segurança. Ataques semelhantes já foram aplicados com e-commerces como a Amazon, sempre alegando a realização de compras de alto valor e induzindo os clientes a fazerem uma ligação para verificação

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