Google | Executivos estão sendo investigados por conduta sobre casos de assédio

Felipe Ribeiro

O conselho da Alphabet abriu uma investigação interna sobre como a empresa lida com alegações de assédio sexual e má conduta. A empresa formou uma espécie de subcomitê independente que, por sua vez, contratou um escritório de advocacia externo para investigar como os executivos da empresa tem agido diante de acusações deste porte.

De acordo com o pessoal da CNBC, estes executivos (alguns até já deixaram a Google) foram citados em matéria do The New York Times, o que desencadeou uma série de outras denúncias. Eis alguns dos principais nomes:

David Drummond

Imagem: Divulgação/ Google

O diretor jurídico da Google, David Drummond teve um caso com a ex-advogada da empresa, Jennifer Blakely, violando as políticas da companhia em relação aos relacionamentos entre gerentes e membros de sua equipe. Segundo Blakely, o relacionamento resultou em uma criança. Após o nascimento, o departamento de RH da Google informou ao casal que um deles teria que deixar o departamento jurídico - que acabou por ser Blakely, que se mudou para vendas.

Andy Rubin

Imagem: Gizmodo

Andy Rubin, um dos fundadores do Android, foi forçado por Larry Page, CEO da Alphabet, a renunciar em 2014, após alegações de que ele havia coagido outro funcionário da Google a "fazer sexo oral em um quarto de hotel em 2013", de acordo com uma matéria do New York Times. Rubin recebeu um pagamento de US$ 90 milhões para deixar a companhia.

Rich DeVaul

Imagem: Divulgação/ Google

Rich DeVaul, ex-diretor da divisão X da Alphabet, também foi exposto na matéria do NYT. A alegação era de que ele havia convidado uma possível contratação da Google para o Burning Man e a encorajado a tirar a roupa e fazer uma massagem. DeVaul renunciou pouco depois.

Amit Singhal

Imagem: Divulgação/ Google

Amit Singhal, ex-vice-presidente sênior de busca, a quem a Google confirmou que pagou US$ 15 milhões em indenização depois que ele foi acusado de assédio sexual.

O que diz a Google?

"Como já foi confirmado em processos públicos, no início de 2019, o Conselho de Administração da Alphabet formou um comitê de litígio especial para considerar as reivindicações feitas pelos acionistas em vários processos relacionados a condutas anteriores no local de trabalho", comentou um porta-voz da Alphabet.

O CEO Sundar Pichai e Eileen Naughton, vice-presidente de operações de pessoas da Google, responderam à matéria do New York Times em outubro passado, observando que, na época, 48 funcionários haviam sido demitidos nos dois anos anteriores sem indenizações e que 13 dessas pessoas eram "gerentes seniores ou superiores ".

Apesar disso, os relatos contínuos de assédio sexual levaram ao aumento das tensões com a empresa. Como parte disso, 20.000 funcionários da empresa fizeram uma paralisação em resposta a essa mesma matéria do Times em 1º de novembro de 2018. Dois dos organizadores dessa paralisação, Claire Stapleton e Meredith Whittaker, relataram mais tarde retaliação da Google no início deste ano por causa dessa manifestação. Ambos deixaram a empresa.

Apesar do silêncio da Google em muitos desses casos, parece que sua controladora, a Alphabet, quer ir a fundo. Vamos acompanhar.


Fonte: Canaltech

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