Google suspenderá contribuições para legisladores que questionaram resultados eleitorais

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(Arquivo) Logo da Google

A gigante da internet Google anunciou, nesta terça-feira (26), que suspenderá as contribuições políticas aos legisladores que votaram contra certificar a eleição do presidente democrata Joe Biden, citando o trágico ataque ao Congresso dos Estados Unidos no início deste mês.

Esta decisão surge em um momento em que as principais empresas de tecnologia e outras empresas buscam se distanciar da informação falsa promovida pelo ex-presidente Donald Trump e seus partidários, que afirmam que a vitória de Biden nas eleições de novembro foi "fraudulenta".

O comitê de ação política da Google, conhecido como NetPAC, deteve todas as contribuições para o setor político e revisou seus estatutos após a invasão do Capitólio, sede do Congresso americano, quando os legisladores se preparavam para certificar os resultados das eleições presidenciais. Cinco pessoas morreram nos distúrbios.

"Depois dessa revisão, a junta da NetPAC decidiu que não fará nenhuma contribuição neste ciclo para nenhum membro do Congresso que tenha votado contra a certificação dos resultados das eleições", disse um porta-voz da Google em um comunicado.

Outras empresas de tecnologia e internet, como as gigantes Facebook e Microsoft, também suspenderam suas contribuições a legisladores após os distúrbios de 6 de janeiro.

Os 147 legisladores que votaram contra a certificação de Biden, todos republicanos, são acusados de cumplicidade na tentativa de Trump de reverter o que foi uma eleição livre e justa, de acordo com observadores e analistas.

A Microsoft anunciou que decidirá em meados de fevereiro se vai retomar as contribuições a políticos americanos.

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