Gorbachev pede que Putin e Biden se encontrem para 'evitar guerra nuclear'

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Montaje con dos fotografías, una del presidente estadounidense, Joe Biden (izq), tomada durante un discurso en la Casa Blanca el 20 de enero de 2021, y otra del presidente ruso, Vladimir Putin (d), durante una rueda de prensa en Moscú el 19 de diciembre de 2019

O último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, pediu neste sábado aos presidentes russo e americano, Vladimir Putin e Joe Biden, que se reúnam para avançar no desarmamento, apesar da relação fria entre os dois países.

"Acho que é imperativo que os presidentes se encontrem. A experiência mostra que é necessário se encontrar e negociar", disse Gorbachev à agência de notícias russa Interfax.

“É claro que o mais importante é evitar a guerra nuclear. Como esse problema deve ser evitado é impossível resolvê-lo sozinhos, devemos nos encontrar”, acrescentou, antes de considerar que “se prevalecer o desejo de conseguir o desarmamento e reforçar a segurança, muito pode ser alcançado".

Mikhail Gorbachev, 89 anos, já havia solicitado em janeiro a "normalização das relações" entre os Estados Unidos e a Rússia, dizendo que estava "profundamente preocupado".

As relações entre Moscou e Washington são afetadas por repetidas crises, como a anexação da península ucraniana da Crimeia pela Rússia, o conflito na Síria ou várias acusações de interferência eleitoral, espionagem e ataques cibernéticos.

No entanto, as duas potências conseguiram chegar a um acordo em janeiro, no último minuto, sobre a prorrogação do importante tratado de desarmamento nuclear New Start, que foi assinado em 2010 e que ameaçava expirar.

O acordo reacendeu a esperança de que o diálogo entre Washington e Moscou pode melhorar após a chegada de Biden ao poder, embora os dois países tenham alertado que permaneceriam firmes em seus interesses nacionais.

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