Governador do Amazonas recua em decreto que fechou comércio após manifestações

O Globo
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Rede Amazônia

RIO - Um dia após manifestantes irem às ruas de Manaus pela reabertura dos comércios em na cidade, o governador do Amazonas, Wilson Lima, voltou atrás em parte do decreto que estabeleceu medidas restritivas para conter o avanço da Covid-19 no estado e vai liberar o funcionamento das lojas.

O governo do Amazonas havia editado na sexta-feira um decreto que voltava a proibir a abertura de atividades não essenciais por um período de 15 dias, por conta do avanço do coronavírus no estado. A medida gerou forte reação de lojistas e trabalhadores do setor, com manifestações que se estenderam por todo o sábado, primeiro dia de vigor do decreto.

A medida determinava que shoppings, flutuantes, bares e estabelecimentos do comércio não essencial ficariam fechados. Já academias, mercados, feiras, cartórios e oficinas mecânicas iriam funcionar normalmente.

Após a série de protestos, Lima se reuniu com representantes do comércio e serviços e com o Ministério Público do Amazonas na noite de ontem. Na reunião, ficou estabelecidos que os lojistas irão firmar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Governo do Amazonas e o MP para estabelecer novos critérios de funcionamento do setor, entre 28 de dezembro a 11 de janeiro.

Alta de 28% em internações por Covid-19

A situação em Manaus - que já viveu dias de terror no alge da pandemia, com falta de espaços em cemitérios para o enterro de mortos por Covid-19 - voltou a preocupar. A cidade registrou um aumento de 28,9% no número de internações pela doença em dezembro.

Neste mês, foram 884 pessoas hospitalizadas com a doença. No mesmo período de novembro, o número de novos internados foi de 686. Até este sábado, ao menos 600 pessoas estavaminternadas com Covid-19 em todo o Amazonas.