Governador anuncia investimento de R$ 9,2 milhões para o carnaval de rua

Giselle Ouchana
Wilson Witzel anuncia ajuda ao carnaval de rua

RIO - O governador Wilson Witzel assinou, nesta quinta-feira, a liberação do fomento para o carnaval de rua. Serão investidos cerca de R$ 9,2 milhões para o custeio da infraestrutura necessária para os desfiles de mais de 540 blocos divididos entre as regiões do Centro e das Zonas Sul, Norte e Oeste da capital. O valor é menor que a previsão de R$ 12,7 milhões anunciada em janeiro.

O montante será liberado por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Isso significa que o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) deixa de entrar no caixa do Tesouro estadual e é designado para o setor. Por outro lado, porém, o governo estima arrecadar R$ 2,32 bilhões durante todo o período de carnaval, mais que as estimativas de São Paulo (R$ 1,95 bilhão) e Bahia (R$ 1,13 bilhão).

— Os blocos de rua não ficarão abandonados — afirmou o governador em um evento com convidados no Palácio Guanabara. — As empresas estão investindo no Rio. Olha o quanto a cultura movimenta. E o bloco de rua é da cultura do povo. Mas, é preciso investir.

Cerca de R$ 8,2 milhões servirão para o custeio da infraestrutura necessária, como a instalação de grades, cabines para policiais militares e guardas municipais, além de banheiros, postos médicos e ambulâncias. Além disso, R$ 800 mil serão destinados para a Liga dos Blocos, entre eles Sebastiana, a Liga dos Amigos do Zé Pereira e o Cordão da Bola Preta.

Para o encerramento do carnaval, serão investidos R$ 200 mil no desfile do Monobloco. O subsecretário de Grandes Eventos da Casa Civil, Ruan Lira, defendeu o projeto.

— O Rio representa quase 30% da arrecadação de impostos diretos e indiretos em toda a União. Portanto, falar que o carnanal não é investimento, não é muito prudente. Vamos investir em infraestrutura e na produção de projetos maiores, que contempla todas as ligas. Ou seja, a inicitava privada aporta parte da produção para aquelas ligas que causam maior impacto na infraestrutura do governo do estado e necessitam de uma estrutura maior de segurança e ambulâncias.

Desde o ano passado, uma das principais queixas dos organizadores de blocos é justamente a obrigação de investir em uma série de exigências para liberação dos desfiles por parte do Corpo de Bombeiros e PM. Entre as exigências que devem ser custeadas pelos blocos estão a presença de médicos, UTIs móveis e postos de saúde em eventos que reúnam mais de cinco mil pessoas.

'Vamos assumir as rédeas', diz Witzel

Animado, Witzel chegou a entoar "Não deixe o samba morrer", de Alcione, durante o evento que teve a participação da bateria do bloco Simpatia É Quase Amor.

— O estado jamais vai abandonar vocês — garantiu o governador no discurso. — Eu quero passar com esse negócio de ficar no improviso. Não dá mais. Vamos assumir a rédea, porque nós temos condições de fazer um grande espetáculo para o nosso povo. O carnaval é do estado do Rio, não é só da cidade — afirmou, referindo-se também aos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí.

Ao lado da secretária de Cultura, Danielle Barros, e do secretário de Ambiente e Sustentabilidade, Altineu Côrtes, Wilson Witzel anunciou que vai contratar dois mil jovens com bolsa de 1,5 salário para, nas ruas, ajudar a conscientizar a população a fazer o descarte adequado do lixo produzido durante os festejos.