Governador do DF descumpre próprio decreto ao vistoriar clínica de saúde sem máscara

João de Mari
·2 minuto de leitura
O decreto passou a valer em todo território do Distrito Federal em maio deste ano (Foto: Reprodução/Agência Brasília)
O decreto passou a valer em todo território do Distrito Federal em maio deste ano (Foto: Reprodução/Agência Brasília)

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), descumpriu o decreto que obriga o uso de máscaras de proteção em espaços públicos devido à crise do novo coronavírus. O documento, assinado por ele mesmo, passou a valer em maio deste ano. A multa para quem não segue a regra é de R$ 2 mil.

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Na quinta-feira (2), o governador foi flagrado sem máscara durante vistoria em uma clínica da família, localizada ao lado de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Sobradinho, cidade satélite de Brasília.

Segundo o G1, a imagem em que Ibaneis aparece sem o equipamento de proteção individual foi feita pela Agência Brasília, que é a oficial do próprio governo, sendo responsável por divulgar imagens públicas de parlamentares.

Após a polêmica, a agência retirou do ar a imagem e o governo do Distrito Federal não se manifestou sobre o caso.

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Em junho, o então ministro da Educação Abraham Weintraub foi multado por descumprir a regra, quando foi flagrado em uma manifestação organizada por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Ibaneis foi fotografado sem máscara justamente no dia em que liberou a reabertura de todas as atividades do comércio no Distrito Federal. A partir de julho, escolas e universidades particulares poderão voltar a funcionar, restaurante e bares também serão liberados.

Dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) divulgados na quinta-feira (2), no entanto, mostram que o número de óbitos por Covid-19 explodiu no último mês: 625 óbitos. Isso equivale a um aumento de mortes em cerca de 290% em comparação há um mês, em junho, quando havia 160.

A máscara tem sido o item apontado, desde o início da pandemia do novo coronavírus, como um dos mais eficazes para frear a contaminação em massa.

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Contrário a essas medidas e orientações de autoridades em saúde, porém, Jair Bolsonaro fez deixar de valer a lei que obriga o uso do equipamento em espaços públicos, carros de aplicativos, ônibus, táxis, aeronaves, entre outros.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, nesta sexta-feira (3), e também faz deixar de valer o uso obrigatório do item em templos religiosos, estabelecimentos comerciais, industriais e locais fechados em que haja reunião de pessoas.

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