Governador do TO usou polícia para investigar suposta traição de mulher

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O governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), e a primeira-dama, Fernanda Mendonça - Reprodução/Instagram
O governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), e a primeira-dama, Fernanda Mendonça - Reprodução/Instagram
  • O governador do Tocantins usou a máquina pública para descobrir uma suposta traição da mulher

  • A PF apurou que Mauro Carlesse usava o aparato estatal para investigar e perseguir adversários

  • Ele foi afastado do cargo após ter sido apontado como chefe de quadrilha que desviou R$ 44 milhões

Governador afastado do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL) usou a máquina pública para descobrir uma suposta traição da primeira-dama, Fernanda Mendonça. Segundo reportagem da revista Veja, a Polícia Federal apurou que o político utilizava aparato estatal para investigar e perseguir adversários.

Carlesse foi afastado do cargo no mês passado, por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), apontado como chefe de uma quadrilha que desviou R$ 44 milhões dos cofres do estado. De acordo com a Veja, foram colhidos indícios de que o governador estava por trás de uma investigação ilegal que foi feita contra o deputado federal Vicentinho Júnior (PL-TO), que teve os telefones interceptados clandestinamente e as informações colhidas foram parar em um dossiê apócrifo.

Mauro Carlesse, segundo a Veja, colocou a polícia no rastro de um caso de traição envolvendo sua mulher, Fernanda Carlesse, de 35 anos. Em junho de 2020, o promotor de eventos de rodeio Ernandes Araújo procurou a PF para pedir ajuda. Ele havia passado onze dias na cadeia, acusado de uso e tráfico de drogas, mas alegou ter sido vítima de um flagrante forjado. Agentes sem mandado judicial e supostamente investigando uma denúncia anônima invadiram a casa dele e encontraram pacotes de cocaína escondidos. Ernandes foi algemado e preso em flagrante.

Dias antes da operação policial, o promoter tinha sido apontado como autor de um vídeo postado na internet que revelava um caso amoroso entre a primeira-dama e o vaqueiro Welisson Barbosa de Souza. O vídeo mostrava fotos íntimas de Fernanda e cópias de mensagens que ela trocou com o suposto amante por meio de um aplicativo. Na agenda de contatos da primeira-dama, Welisson era identificado como "Natália".

A Polícia Federal recuperou imagens de câmeras de segurança que mostravam um carro a serviço do Departamento de Inteligência da polícia do Tocantins parado nas proximidades da casa de Ernandes às vésperas do flagrante, e colheu provas de que a casa do promoter foi invadida no mesmo dia, para "plantar" a droga. A PF comprovou que Ernandes estava dizendo a verdade e apontou o governador como o mentor da trama.

"Fiquei na prisão e estou pagando por isso até hoje, psicologicamente e também na minha vida profissional. Não consigo arrumar um emprego, já que na minha ficha consta esse flagrante forjado", disse Ernandes à revista Veja.

Mauro Carlesse, de 61 anos, elegeu-se deputado estadual em 2014. Quatro anos depois, quando ocupava a presidência da Assembleia Legislativa, assumiu interinamente o governo após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ter cassado o então governador, Marcelo Miranda. Em 2018, disputou o governo e foi eleito no primeiro turno. Afastado por 180 dias, ele continua com Fernanda, mas o casal mora em casas separadas.

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