Governador e secretário de Saúde do Amazonas são alvo de operação da Polícia Federal

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The Governer of Amazonas state, Wilson Lima, speaks during a conference about COVID-19 strategies in Manaus, the capital of Amazonas state on January 11, 2021. - In the Amazon rainforest city of Manaus, the health system is again being pushed to the brink, echoing haunting scenes last April of mass graves and corpses piled in refrigerator trucks. (Photo by MICHAEL DANTAS / AFP) (Photo by MICHAEL DANTAS/AFP via Getty Images)
Governador do Amazonas, Wilson Lima, foi alvo de mandados de busca; político deve ser o primeiro governador a depoir na CPI da Covid (Foto: Michael Dantas/AFP via Getty Images)
  • Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão no Amazonas

  • Governador Wilson Lima e secretário de Saúde, Marcellus Campêlo, são alvo da operação

  • PF apura contratos fraudulentos feitos pelo governo estadual

Na manhã desta quarta-feira (2), a Polícia Federal cumpre 19 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão temporária em Manaus e Porto Alegre. Entre os alvos está o governador do Amazonas, Wilson Lima. Já o secretário de Saúde, Marcellus Campêlo, é alvo de um mandado de prisão.

Trata-se a Operação Sangria, que investiga formação de uma organização criminosa, fraude a licitação e desvio de recursos públicos.

Agentes fazem buscas na casa do governador amazonense. Já Marcellus Campêlo, secretário de Saúde, e o empresário Nilton Lins, são alvo de mandado de prisão.

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Campêlo é o segundo secretário de Saúde do Amazonas preso durante a pandemia de covid-19. Simone Papaiz, que ocupava o posto antes dele, foi presa em junho de 2020, em uma fase da mesma operação da Polícia Federal.

Autoridades investigam se houve contratação fraudulenta por parte da Secretaria de Saúde do Amazonas para contratar empresários locais para construir hospitais de campanha. A ação teria acontecido sob orientação do governo estadual.

O hospital construído, no entanto, não atende as necessidades dos amazonenses atingidos pela covid-19.

Os contratos foram assinados pelo governo do Amazonas em janeiro de 2021 para serviços de conservação e limpeza, lavanderia hospitalar e diagnóstico por imagem no hospital de campanha. Os indícios são de que houve irregularidades no processo licitatório, prática de sobrepreço e não prestação de serviços contratados.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato, pertencimento a organização criminosa e, se condenados, podem cumprir pena de até 24 anos de prisão.

O governador do Amazonas, Wilson Lima, está entre os nomes de mandatários que devem ser convocados à CPI da Covid. Os membros da comissão decidiram chamar governadores e prefeitos cujos estados e cidades tenham sido alvos de operações da Polícia Federal.

Convocação de governadores

Senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado aprovaram a convocação de governadores e ex-governadores sobre supostas irregularidades na destinação de recursos federais para enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

Os pedidos miram estados já investigados pela Polícia Federal.

Confira a lista:

  • Wilson Lima, do Amazonas

  • Ibaneis Rocha, do Distrito Federal

  • Waldez Góes, do Amapá

  • Helder Barbalho, do Pará

  • Marcos Rocha, de Rondônia

  • Antonio Denarium, de Roraima

  • Carlois Moisés, de Santa Catarina

  • Mauro Carlesse, de Tocantins

  • Wellington Dias, do Piauí

O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) foi afastado do cargo por suspeitas de integrar organização criminosa que praticou irregularidades na área da saúde do estado.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), também foi convocado a depor na CPI da Covid. Os senadores receberam relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apura irregularidades no uso da verba da União pelo Governo do Distrito Federal na pandemia.

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