Governador de Goiás defende prisão para pessoas que fizerem festa clandestina na pandemia

Louise Queiroga
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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), disse, nesta segunda-feira, dia 29, que pessoas que fizerem festas com aglomerações durante a pandemia da Covid-19 em seu estado devem ser presas. A declaração foi feita por meio de seu perfil no Twitter.

"Não tem cabimento fazer festa clandestina na maior crise sanitária que nosso país já viveu, minha gente. Nossas forças de segurança terão total liberdade para prender os organizadores desses eventos não autorizados que promovem aglomerações", afirmou ele no microblog.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde de Goiás, foram contabilizados mais 3.336 casos confirmados de Covid-19 nas últimas 24h, além de 191 óbitos.

O governo informou ainda que foi iniciada a vacinação dos servidores das forças de segurança que estão na ativa e têm mais de 51 anos. A previsão é, inicialmente, imunizar cerca de 5 mil profissionais em até quatro semanas.

Só no município de Aparecida de Goiânia, foram interditados 50 estabelecimentos no último fim de semana numa ação dos agentes da prefeitura. Entre os locais que promoviam festas clandestinas ou funcionavam de forma irregular estavam motéis, bares, restaurantes e uma igreja. Quarenta pessoas foram multadas por não usar máscara, duas foram presas, e sete carros de som foram apreendidos.

De acordo com os fiscais, dois motéis descumpriram a medida que permite capacidade máxima de duas pessoas por quarto e, portanto, foram multados em R$ 600 por cada suíte que promoveu aglomeração. Na sexta-feira, dia 26, um dos empreendimentos recebeu oito multas. No sábado, outro recebeu seis cobranças.

A igreja interditada também estava em desacordo com decreto municipal, por ter reunido 40 pessoas em seu interior, enquanto a permissão era de 20% da capacidade do espaço.

A nível nacional, o Brasil bateu um novo recorde, nesta segunda-feira, referente à média móvel de mortes por Covid-19, que chegou a 2.655, superior em 34% se comparado ao cálculo de duas semanas atrás. Foram registrados 1.969 óbitos nas últimas 24h, o que totaliza 314.268 vidas perdidas para o novo coronavírus no paí desde o início da pandemia. Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.