Governador de Nova York fecha comércios não essenciais e proíbe todas as reuniões

Loja fechada no Brooklyn

Todos os comércios não essenciais do estado de Nova York devem ferrar suas portas a partir de domingo à noite e as reuniões de qualquer quantidade de pessoas estão proibidas, uma tentativa de frear o avanço do coronavírus, anunciou nesta sexta-feira (20) o governador Andrew Cuomo.

"100% da força de trabalho deve ficar em casa. Estes são os serviços não essenciais", afirmou Cuomo em coletiva de imprensa.

"Estamos todos em quarentena agora" e o estado de Nova York está em "pausa", acrescentou.

As medidas são semelhantes às impostas na quinta-feira pelo governador da Califórnia, que ordenou o isolamento de toda a população.

"Vamos monitorá-los. Haverá multas e pode haver fechamentos forçados de comércios que não cumprirem. Não estou brincando", enfatizou Cuomo.

O governador garantiu que "os serviços essenciais continuarão funcionando". "Os armazéns precisam de comida, as farmácias precisam de medicamentos. Internet deve continuar funcionando. Quando abrirem a torneira deve sair água" e tudo isso continuará assim, afirmou.

A lista de comércios essenciais está sendo confeccionada, informou. Inclui os restaurantes que entregam comida em casa, já que o serviço ao público foi proibido esta semana.

O transporte público seguirá funcionando porque os trabalhadores essenciais devem ter uma maneira de chegar a seus postos de trabalho em hospitais, farmácias ou supermercados, afirmou o governador.

Cuomo enfatizou que, como resultado do aumento dramático dos testes para o coronavírus em Nova York, o número de infectados no estado saltou para 7.102, com quase 3.000 casos novos em um dia.

A maioria foi registrada na cidade de Nova York, com 4.408 casos, quase 2.000 novos.

A pandemia já provocou mais de 10.000 mortes em todo o mundo, segundo um balanço da AFP com base nos dados de governos nacionais e da Organização Mundial da Saúde (OMS).