Governador de Nova York se recusa mais uma vez a renunciar

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O governador de Nova York, Andrew Cuomo, visita um centro de vacinação em 8 de março de 2021 na cidade de Nova York

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, acusado de assédio sexual, nesta sexta-feira (12) mais uma vez se recusou a renunciar, apesar de um número crescente de legisladores democratas influentes pedindo sua renúncia.

"Não vou renunciar", insistiu Cuomo em uma entrevista coletiva, e pediu para aguardar o resultado da investigação do promotor estadual sobre as alegações. "Eu não fiz" as coisas das quais me acusam, acrescentou.

Seis mulheres acusam o governador democrata de 63 anos de assédio sexual ou má conduta. Ele está no cargo há uma década e foi considerado um herói da pandemia em 2020.

A última denúncia, que veio à tona na quarta-feira, parece a mais grave: uma funcionária o acusa de ter colocado a mão sob a blusa dela no final de 2020.

Os últimos parlamentares democratas a pedir a renúncia de Cuomo nesta sexta-feira foram a jovem estrela da ala mais à esquerda do Congresso dos Estados Unidos, Alexandria Ocasio-Cortez, e o experiente Jerry Nadler.

A denúncia "é preocupante para a segurança e bem-estar imediatos da equipe do governador", disse Ocasio-Cortez, conhecida como "AOC", que representa os bairros Queens e Bronx, em uma declaração conjunta com outro colega de Nova York, Jamaal Bowman.

Ambos lembraram que Cuomo e seus assessores também foram acusados, após investigação do procurador-geral do estado, de ocultar informações sobre o número de vítimas da covid-19 em asilos estaduais.

“Acreditamos nessas mulheres, nas notícias, acreditamos no promotor e nos 55 legisladores de Nova York que chegaram à conclusão de que o governador Cuomo não pode mais liderar efetivamente diante de todos esses desafios”, concluem em seu comunicado.

Outro legislador nova-iorquino na Câmara dos Representantes, o veterano Jerry Nadler, também considerou que "as repetidas acusações contra o governador e a maneira como ele respondeu a elas tornam impossível que ele continue governando". Ele "perdeu a confiança dos nova-iorquinos" e "deve renunciar", declarou.

Os dois representantes de Nova York no Senado - o líder democrata Chuck Schumer e a senadora Kirsten Gillibrand - se abstiveram de pedir sua renúncia, enquanto aguardam os resultados da investigação sobre as acusações do procurador.

Até agora, o governador descartou a renúncia, mas a situação parece cada vez mais insustentável para ele.

O Legislativo do Estado de Nova York deu o primeiro passo em direção ao processo de impeachment na quinta-feira: o Comitê Judiciário da Câmara recebeu luz verde para lançar uma investigação que decidirá se o processo deve ser iniciado.

Este procedimento, sem precedentes desde 1913, requer maioria simples na câmara baixa e dois terços na câmara alta.

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