Governador de Oklahoma assina uma das leis de aborto mais restritivas dos EUA

(Arquivo) O governador de Oklahoma, Kevin Stitt, na Casa Branca, em Washington, em 18 de junho de 2020 (AFP/ALEX WONG) (ALEX WONG)

O governador republicano de Oklahoma, no centro-sul dos Estados Unidos, anunciou, nesta terça-feira (3), que sancionou uma lei estadual que limita o aborto depois de seis semanas de gestação, uma das legislações mais restritivas do país.

"Quero que Oklahoma seja o estado mais pró-vida do país porque represento os 4 milhões de habitantes de Oklahoma que, de forma esmagadora, querem proteger os não nascidos", disse Kevin Stitt em seu perfil oficial no Twitter.

A iniciativa proíbe os abortos após seis semanas, com exceções para emergências médicas, mas não para casos de estupro ou incesto.

O anúncio de Stitt acontece apenas horas depois do vazamento para a imprensa de um rascunho de sentença da Suprema Corte que indica a possível anulação da decisão histórica do caso Roe vs. Wade, de 1973, que consagrou o direito ao aborto em todo o país.

Se a Suprema Corte confirmar essa decisão, isto deixaria as leis sobre interrupção voluntária da gravidez nas mãos das legislaturas estaduais, e espera-se que a metade dos estados do país promulgue proibições ou novas restrições.

Para muitas mulheres, a possível anulação do direito ao aborto em partes dos Estados Unidos levanta a possibilidade de elas serem obrigadas a viajar centenas de quilômetros para ter acesso ao procedimento, ou dar à luz em circunstâncias traumáticas.

Republicanos como Stitt têm pressionado fortemente, durante anos, para anular a Roe vs. Wade, algo que parece inevitável depois que o ex-presidente Donald Trump nomeou três juízes conservadores, inclinando o equilibro da Suprema Corte para a direita.

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