Governador do Piauí rebate Bolsonaro, reclama de paralisação de auxílio e diz que fome não tira férias

CAMILA MATTOSO
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*ARQUIVO* FORTALEZA - CE - 22.03.2018  - Wellington Dias, governador do Piauí. (Foto: Keiny Andrade/Folhapress)
*ARQUIVO* FORTALEZA - CE - 22.03.2018 - Wellington Dias, governador do Piauí. (Foto: Keiny Andrade/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), rebateu as últimas declarações de Jair Bolsonaro, que relacionou, de novo, medidas restritivas à situação financeira da população.

O presidente disse que a "fome está batendo cada vez mais forte".

Em vídeo gravado, Dias afirmou o governo federal deixou de pagar o auxílio emergencial quando a pandemia se agravou.

"A pandemia acabou? Claro que não. Aliás, piorou. [...] Vejam, o governo federal, em 2020, pagava R$ 600 de auxílio emergencial para proteger os mais pobres. Que maravilha. Depois, passou a pagar R$ 300. Em dezembro, parou de pagar", afirmou o governador.

"E parou por quê? Se a pandemia prosseguiu. Claro que a fome chegou. A fome não tira férias. A fome não estava de férias em janeiro, fevereiro e março. As pessoas não só ficaram com fome como também sem dinheiro para comprar remédios, necessidades básicas. Assim como parou o auxílio emergencial, parou também o apoio a micro e pequenos emprendedores, autônomos, artistas, esportistas. Há necessidade desse atendimento e é isso que defendemos, como fazem outros países", completou.