Governador rejeita encontro com Bolsonaro por 'risco de aglomeração'

João de Mari
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Segundo o Ministério da Saúde, estado tem 408.555 casos de coronavírus e 10.868 mortes por Covid-19; é a 11ª maior taxa de mortes por milhão de habitantes no Brasil: 1.183 (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
Nas passagens de Bolsonaro pelos estados é comum o presidente interagir com apoiadores, provocar aglomerações e não usar máscara de proteção contra o novo coronavírus (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), afirmou que irá rejeitar o encontro com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que visita o estado nesta sexta-feira (26), pelo risco de aglomeração em meio à crise do coronavírus e o aumento de casos da Covid-19.

"Tenho todo respeito à autoridade, mas não posso compactuar com aquilo que considero um grave equívoco", disse.

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É a terceira vez nesta semana que o presidente faz visitas aos estados brasileiros. Na quarta-feira (24), o presidente foi ao Acre, na quinta-feira (25), a Foz do Iguaçu, no Paraná. Nesta sexta, Bolsonaro participará de cerimônia para assinar ordens de serviços de obras federais.

De acordo com agenda oficial, Bolsonaro será acompanhado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e do diretor-geral do DNIT, general Santos Filho, na visita ao Ceará.

Nas passagens de Bolsonaro pelos estados é comum o presidente interagir com apoiadores, provocar aglomerações e não usar máscara de proteção contra o novo coronavírus.

Também é comum que o presidente publique os vídeos nas redes sociais, como quem faz apologia às violações da regras de segurança durante a pandemia, para tentar mostrar apoio da população ao governo.

Esta é a segunda visita do presidente ao Ceará em menos de um ano. Em junho do ano passado, Bolsonaro foi ao estado para inaugurar trecho do Eixo Norte da transposição do Rio São Francisco. Na ocasião, o governador Camilo Santana também não compareceu ao evento.

De acordo com dados levantados pelo consórcio de veículos da imprensa até esta quinta-feira (25), o Ceará teve aumento de 109% na média móvel de mortes provocadas pela Covid-19 em 14 dias. O estado soma em uma ano de pandemia mais de 11 mil mortes e 420.369 infectados pela doença.