Governador republicano veta projeto de lei para proibir tratamento a menores transgênero

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Bandeira pelo direito às pessoas transgênero, em Los Angeles

O governador republicano do estado americano de Arkansas vetou nesta segunda-feira (5) um projeto de lei que proíbe menores transgêneros de realizarem transições médicas, uma rara exceção na atual repressão conservadora aos transexuais.

Asa Hutchinson, governador desse estado - banhado pelo rio Mississippi e conhecido por seu conservadorismo cristão - denunciou o texto que, segundo ele, causa "muita interferência das autoridades" na saúde das pessoas.

"O Estado não deve reivindicar o direito de interferir em todas as questões médicas, humanas e éticas", afirmou a repórteres.

Com essa lei, o Arkansas teria se tornado o primeiro estado do país a proibir um menor que não se identifique com seu gênero de nascimento de se submeter a tratamentos ou operações hormonais. Uma legislação semelhante foi proposta em vários outros estados, incluindo no Alabama.

A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) comemorou a notícia em relação a um projeto de lei que chamou de "perigoso", mas também pediu que não se baixasse a guarda, já que a legislatura de maioria republicana do Arkansas ainda tem a capacidade de anular o veto.

O governador do Arkansas declarou que o projeto foi resultado da "guerra cultural" que atualmente divide os Estados Unidos.

Hutchinson, no entanto, ratificou vários projetos de lei que, segundo os críticos, limitam os direitos dos transexuais.

O texto mais recente visa proibir as mulheres transexuais de competir em esportes femininos. A questão preocupa muitos conservadores americanos.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, falou sobre o assunto, emitindo uma ordem executiva em seu primeiro dia de mandato para "prevenir e combater a discriminação com base na identidade de gênero ou orientação sexual".

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