Governador do RJ não vai priorizar capital na distribuição da vacina contra Covid-19

Thiago Prado e Paulo Celso Pereira
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RIO - O governador em exercício do Rio, Cláudio Castro, decidiu que não vai priorizar a capital do estado na distribuição dos lotes de vacina contra a Covid-19. Nesta quarta-feira, o Ministério da Saúde havia afirmado que a vacinação começaria pelas capitais do país, uma vez que aguardar a chegada do imunizante a todos os municípios do Brasil poderia atrasar muito o cronograma.

Castro, no entanto, afirma que o governo estadual já prepara um plano para que suas aeronaves levem os imunizantes aos 92 municípios do Rio assim que eles forem entregues pelo governo federal.

— Eu não vou dar para a capital primeiro. Todas as aeronaves do estado estão à disposição para que cada uma das 92 cidades receba proporcionalmente a parte que lhes cabe, no dia que chegar a vacina.

Além dos imunizantes, o governo do Rio vai entregar também seringas e agulhas para que os municípios possam realizar imediatamente a vacinação. O governo já tem 8 milhões de unidades dos insumos armazenados em um galpão em Niterói.

Outro lote do mesmo tamanho deve chegar até o fim do mês, o que seria suficiente para garantir a vacinação de toda a população fluminense com mais de 60 anos, além de integrantes de grupos de risco e de profissões estratégicas.

'Realidade do país com 8,5 milhões de km²'

O secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, citou as dimensões do país para justificar a prioridade às capitais:

— Vai começar pelas capitais. Eu não posso esperar chegar em 5.570 municípios, 38 mil salas de vacinação para então 'startar' a vacinação. Vai começar quando chegar às capitais. Se ao mesmo tempo já tiver conseguido chegar também aos municípios mais próximos ou até a todos municípios, se a gente conseguir cumprir o prazo, podemos começar em todos municípios de um estado. Mas os senhores conhecem a realidade do Brasil com seus 8,5 milhões de km² — afirmou Franco.