Governador de Santa Catarina diz que convocação à CPI é 'manobra claramente política'

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SÃO PAULO — O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), se queixou da convocação para depor na CPI da Pandemia no Senado. Segundo ele, trata-se de uma manobra "claramente política". Também convocado, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmou que está à disposição para prestar esclarecimentos aos senadores.

"A convocação do governador Carlos Moisés da Silva pela CPI da Covid no Senado Federal não possui justificativa, se traduzindo em uma manobra claramente política promovida por quem coloca seus interesses pessoais acima dos interesses dos catarinenses", afirma nota do governo estadual.

O comunicado ainda diz que todos "os órgãos de controle que investigaram o caso dos respiradores atestaram a absoluta lisura da conduta do governador e também constataram de forma cabal a inexistência de recursos oriundos do governo federal".

O governo catarinense acrescenta que todas as informações dos processos serão disponibilizadas para a CPI. A convocação de Moisés foi proposta pelo senador Jorginho Mello (PL-SC), adversário local do governador. Na véspera, Moisés havia afirmado que o pedido era uma tentativa de criar um que a tentativa de criar "um factoide por parte de um dos integrantes, que até agora pouco tem acrescentado aos trabalhos".

Coordenador das questões relativas à pandemia no Fórum de Governadores, o governador do Piauí, Wellington Dias, disse que havia se colocado à disposição da CPI.

— Eu falei com os membros da comissão e me coloquei, voluntariamente, como governador e como coordenador no Fórum dos Governadores desse tema da pandemia, para comparecer e voluntariamente poder contribuir com informações, com esclarecimentos, mas principalmente para que a gente possa encontrar um caminho. Temos o risco de uma nova onda — disse Dias.

O critério usado para a escolha dos governadores foi selecionar todos os estados que são ou foram alvo de investigação da Polícia Federal. O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel também teve requerimento de convocação aprovado. Já Claudio Castro, que é próximo da família Bolsonaro, foi retirado após discussões em reunião secreta para fechar um acordo sobre a lista de requerimentos. O argumento é que ele não estava no cargo durante as operações da Polícia Federal. A deliberação sobre convocação de prefeitos ficou para outro momento.

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