Governador do Tocantins afastado usava policiais militares como 'babás', diz relatório da PF

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RIO - Relatório da Polícia Federal aponta que o governador do Tocantins Mauro Carlesse (PSL), afastado do cargo por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), usava policiais para investigações particulares e até como cuidadoras da filha mais nova do político. A informação foi divulgada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" nesta sexta-feira.

Durante a operação de buscas no apartamento de Carlesse, no mês passado, uma mulher, que esteve no imóvel, se apresentou como a babá, e de acordo com o relatório da PF, ela foi identificada como Maria Santana Lima de Oliveira, sargento da Polícia Militar.

À PF, o major da PM José Roberto Carneiro Alves informou ainda que duas policiais participavam da rotina da filha caçula do político: “acompanhando-a à escola, shopping e demais atividades”, diz o registro.

Ainda de acordo com o relatório, o governador mobilizava militares dos Bombeiros, policiais civis e até a Controladoria-Geral do Estado para fiscalizações, auditorias e obstruir investigações sobre aliados.

Determinação do STJ

Em outubro, a Corte Especial do STJ determinou o afastamento de Carlesse (PSL) por suposta participação em obstrução de uma investigação sobre um esquema de corrupção envolvendo a cúpula do governo.

Durante a sessão, o ministro Mauro Campbell Marques afirmou que a conduta de Carlesse "ludibria a liturgia do cargo e retira, ainda que nesse instante, a autoridade gestora do ocupante, que fora sufragada através das urnas para simbolizar a reunião dos melhores valores probos, decentes, éticos e morais do povo do Tocantins".

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