Governadora do DF fala em 'falha' da PM contra golpistas e diz que Ibaneis recebeu informação equivocada

BRASÍLIA, DF,  BRASIL,  09-01-2023, A governadora em exercício do DF Celina Leão, no palácio do planalto, para tratar da reação aos protestos golpistas que resultaram em depredação do Palácio do Planalto, do STF e do Congresso Nacional. Após a reunião eles foram andando ver os estragos no supremo. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 09-01-2023, A governadora em exercício do DF Celina Leão, no palácio do planalto, para tratar da reação aos protestos golpistas que resultaram em depredação do Palácio do Planalto, do STF e do Congresso Nacional. Após a reunião eles foram andando ver os estragos no supremo. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta terça-feira (10) que a Secretaria de Segurança Pública do DF mudou o planejamento para a contenção dos golpistas no último domingo (8), na Esplanada dos Ministérios, sem comunicar o governo.

Ela disse que vê "falha" do comando da Polícia Militar e que somente um inquérito da Polícia Federal conseguirá esclarecer exatamente o que permitiu que os golpistas invadissem prédios públicos e depredassem o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal).

"Eu só quero lembrar que a mesma segurança que deu suporte para Lula tomar posse é a segurança pública que falhou na semana passada. No meu entendimento, houve uma falha no comando da Polícia [Militar do DF]. Agora, o inquérito e o próprio interventor vão saber identificar por que, quem, como e quando aconteceu", disse à imprensa.

Como a Folha de S.Paulo mostrou, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão do ex-comandante da PM Fábio Augusto Vieira, responsável pelo comando da corporação quando os bolsonaristas radicais atacaram os prédios.

Celina Leão ainda disse que, da posse para o último domingo, a única mudança que ocorreu na Secretaria de Segurança Pública foi a nomeação de Anderson Torres para chefiar a pasta.

Torres é ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro (PL) e estava nos Estados Unidos durante os atos de vandalismo na capital federal. Ele foi exonerado do cargo.

"Nós percebemos uma responsabilização por parte da Secretaria da Segurança, que mudou no meio do percurso o planejamento que havia sido elaborado, da qual sequer foi comunicado para o [secretário] Gustavo [Rocha, da Casa Civil]", disse Celina.

"[A Polícia Federal] Tem informações, tem depoimentos, tem pessoas que estão sendo presas hoje. Eles vão atrás de quem deu as ordens [para a mudança do planejamento], como passaram e por que passaram de forma equivocada [as informações] para o Gustavo e para o governador Ibaneis [Rocha, do MDB] o que estava acontecendo", completou.