Governadores e prefeitos que prejudicam transporte cometem crime eleitoral, diz ministro Barroso​

BRASÍLIA, DF,  BRASIL,  16-11-2020, O presidente do TSE Ministro Luis Roberto Barroso durante coletiva de imprensa para falar sobre o atraso na divulgação do resultado do 1o turno das eleições. Na sede do TSE. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 16-11-2020, O presidente do TSE Ministro Luis Roberto Barroso durante coletiva de imprensa para falar sobre o atraso na divulgação do resultado do 1o turno das eleições. Na sede do TSE. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que governadores e prefeitos que descumprirem decisão da corte de que o transporte dia das eleições deve ser normal e gratuito, oferecido por todos o prefeitos que possam oferecer, estão cometendo crime eleitoral.

A declaração foi dada no início da tarde deste domingo (30), após Barroso votar em um colégio particular no Jardim Botânico em Brasília. O ministro chegou acompanhado de sua mulher e teve problemas para registrar sua biometria com os mesários.

O ministro também comentou as operações da Polícia Rodoviária Federal abordagens em transportes públicos. "Não estou mais no TSE, mas falei com o ministro Alexandre de Moraes hoje mais cedo e ele está atento e vigilante", afirmou.

Sobre o respeito ao resultado das urnas pelo perdedor, Barroso disse que o Brasil vive 34 anos com estabilidade institucional e que não considera nenhuma hipótese que não sejam aquelas previstas pela constituição.

"Nós percorremos todos os ciclos do atraso. Nenhum setor, nenhum segmento da sociedade brasileira responsável deseja a volta à ditadura, à ruptura institucional, de modo que ganhe quem ganhar, o resultado será respeitado", disse.

Ele também comentou os ataques ao Supremo, mas que o papel da corte "não é participar de um torneio de simpatia".

"Naturalmente sempre existe alguma tensão entre quem exerce o poder político majoritário e quem tem papel de limitar esse poder. Nós cumprimos esse papel. O papel da Suprema Corte não é participar de um torneio de simpatia. É fazer o que é certo e nós estamos sempre desagradando alguns segmentos da sociedade", afirmou.