Governadores que tentam reeleição evitam associar campanha aos presidenciáveis

Candidatos de alguns estados evitam citar os nomes dos presidenciáveis (REUTERS/Carla Carniel)
Candidatos de alguns estados evitam citar os nomes dos presidenciáveis

(REUTERS/Carla Carniel)

  • Candidatos à reeleição nos Estados evitam se associar aos presidenciáveis;

  • Situação é oposta nas campanhas dos novos candidatos aos governos;

  • São Paulo e Minas Gerais são exemplos de regiões onde a tática é bastante visível.

Os governadores que tentam a reeleição nos Estados estão evitando associar suas campanhas políticas aos presidenciáveis durante o horário eleitoral no rádio e na TV, iniciado na última sexta-feira (26). Em contrapartida, a nacionalização tem sido estratégia adotada por parte dos candidatos de oposição.

Em São Paulo, a tática é bastante visível. Enquanto Fernando Haddad (PT) e Tarcísio Freitas (Republicanos) apostam na associação aos respectivos padrinhos políticos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), o atual governador Rodrigo Garcia (PSDB), enfatiza a antipolarização e se mostra como uma terceira via. "Não entrei na política para acabar com a ideologia de ninguém", disse.

Em Minas Gerais, o governador Romeu Zema (Novo) sequer cita a disputa nacional, preferindo detalhar sua gestão à frente do Palácio Tiradentes. Do outro lado, seu principal adversário, Alexandre Kalil, reforça o apoio a Lula, que chegou a fazer campanha para o candidato. "[Kalil] está do lado do povo mais pobre. O povo que mais precisa", apontou o ex-presidente.

No Paraná, o candidato à reeleição Ratinho Junior (PSD) não associou seu nome ao de Bolsonaro, apesar de ser aliado do atual presidente. Mas a oposição, encabeçada por Roberto Requião (PT), optou por outro método. "Quem é Requião é Lula, quem é Lula é Requião", destacou na campanha.

Tanto candidatos à presidência quanto ex-presidentes foram citados nas propagandas dos que visam o posto de governador na Bahia. Jerônimo Rodrigues (PT) e João Roma (PL) trataram ficaram ao lado de Lula e Bolsonaro, ao passo que ACM Neto citou Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Bolsonaro, que estavam no Planalto quando ele foi considerado o melhor gestor municipal do Brasil.

Já no Rio de Janeiro, os candidatos mais bem colocados - Cláudio Castro (PL), Marcelo Freixo (PSB) e Rodrigo Neves (PDT) – evitaram a nacionalização. O nome dos presidenciáveis nem apareceu nas campanhas.

Com informações do Estadão.