Governadores querem que Brasil peça ajuda de ONU e Gavi para vacinação contra Covid

Maria Carolina Marcello
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Frascos rotulados como de vacina para Covid-19 em foto de ilustração

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - Governadores sugeriram nesta sexta-feira, em reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que o comitê contra a Covid-19 criado nesta semana peça "ajuda diferenciada" à Organização das Nações Unidas (ONU), à aliança global de vacinas Gavi e a outros países para a imunização no Brasil, afirmou o governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

Dias e outros governadores tiveram a primeira reunião nesta sexta com o presidente do Senado, que foi encarregado de fazer a interlocução entre os chefes dos Executivos estaduais e o comitê de enfrentamento à crise do coronavírus, que deve se reunir na segunda-feira no Palácio do Planalto sob liderança do presidente Jair Bolsonaro.

"Nós pedimos aqui, no tema da vacina, para que possamos realizar um pedido de audiência do Congresso Nacional com o fórum dos governadores, com a Organização Mundial da Saúde (OMS), com a presença da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), mas na ONU, ou seja, o secretário nacional das Nações Unidas poder nos receber e tratar junto com a OMS, com a Opas, com a Gavi, de uma ajuda diferenciada, assim como os outros países, para o Brasil", disse o governador em vídeo distribuído por sua assessoria.

"O que o Brasil mais precisa? De vacina. Essa é a ajuda que esperamos do mundo", disse, acrescentando que também foi sugerida uma agenda com o Reino Unido, com a Universidade de Oxford e a AstraZeneca -- responsável pela primeira vacina contra Covid-19 contratada pelo governo federal.

A Gavi é uma parceria público-privada apoiada pela Fundação Bill & Melinda Gates, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo Banco Mundial, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e outros, que organiza compras de vacinas em grande escala para diminuir os custos em países pobres.

Dias relatou ainda ter feito o pedido que o comitê possa se engajar em uma campanha de prevenção, orientando a adoção de medidas básicas como a utilização de máscaras, distanciamento físico e isolamento em caso de sintomas, além das medidas de restrição que municípios e Estados tem adotado, "como uma passagem em direção à saída segura, que é vacina".

Governadores também pleitearam que possa ser pago um auxílio aos vulneráveis referente aos meses de janeiro, fevereiro e março, no valor de 600 reais. O governo deve iniciar o pagamento de auxílio por 4 meses a partir de abril, mas no valor médio de 250 reais.

Pacheco, no entanto, afirmou na saída da reunião que não é possível reeditar a ajuda financeira no valor de 600 reais. O presidente do Senado aproveitou para reafirmar que o foco da Casa está na vacinação em massa, de forma a garantir "segurança sanitária" para a roda da economia voltar a girar.