Governo acusa traficantes por assassinato de jornalistas no México

Jornalistas protestam contra os assassinatos de seus colegas, Lourdes Maldonado e Margarito Martinez, em frente a uma delegacia em Tijuana, México, em 24 de janeiro de 2022 (AFP/Guillermo Arias) (Guillermo Arias)

Os assassinatos dos jornalistas Lourdes Maldonado e Margarito Martínez, ocorridos em janeiro, foram cometidos por supostos narcotraficantes de um cartel que atua na cidade de Tijuana (noroeste), afirmou nesta quinta-feira o governo mexicano.

“É um grupo criminoso remanescente do grupo dos Arellano Félix, liderado por um sujeito apelidado de Cabo 16”, disse o subsecretário de Segurança, Ricardo Mejía, durante a conferência diária do presidente Andrés Manuel López Obrador. O acusado está detido com outros 12 supostos autores.

Martínez foi baleado em 17 de janeiro, em Tijuana, fronteira com os Estados Unidos. Seis dias depois, na mesma cidade, Lourdes foi morta, apesar de estar sob um programa de proteção do governo. Ela teria sido assassinada após denúncias contra traficantes que atuavam em sua vizinhança", segundo Ricardo Mejía. “Esse mesmo grupo assassinou Margarito Martínez”, acrescentou o funcionário, com base nas investigações da promotoria.

Com eles, já são oito os jornalistas assassinados este ano no México, segundo um balanço de organizações de imprensa, embora o governo considere apenas seis casos em que o motivo estaria relacionado com o trabalho dos comunicadores.

O México é considerado um dos países mais perigosos para a prática do jornalismo. Segundo a Artigo 19, organização internacional que defende a liberdade de expressão,153 comunicadores foram assassinados desde o ano 2000 no país norte-americano.

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