Governo admite número 'defasado' e fará nova estimativa dos profissionais de saúde que devem ser vacinados

Adriana Mendes
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BRASÍLIA — Em audiência pública na Câmara dos Deputados sobre o ritmo da vacinação contra dos idosos no país contra Covid-19, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Francieli Fontana, disse nesta quinta-feira que com a nova remessa de vacinas aos estados 100% dos idosos acima de 65 estarão contemplados. Por outro lado, no caso dos trabalhadores de saúde o número total estimado está “defasado” e será feito um novo cálculo.

As estimativas para vacinação de idosos foram baseadas no censo de 2010, que mesmo com uma projeção para atualização tem gerado questionamentos . O número de trabalhadores de saúde teve como base a campanha contra gripe do ano passado e também dados do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde.

Só em Curitiba (PR) haveria uma defasagem de 30 mil trabalhadores de saúde. Segundo a coordenadora do PIN, o ministério elaborou um documento que já foi enviado aos estados para que seja feita uma nova estimativa. Inicialmente, foram considerados 6,6 milhões de trabalhadores de saúde no país.

— Que atualize essa estimativa com as fontes de dados locais, que façam os cálculos e que nos passem o novo denominador para a gente mandar esse excedente a partir destes novos números — disse Fontana.

Ela destacou também que alguns estados estão com a vacinação adiantada de idosos porque foram enviados 5% a mais para a campanha de vacinação, com no caso do Amazonas e também estados da região Nordeste.

O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) questionou o sobre a discrepância em estados e municípios das faixas etárias que os idosos estão sendo vacinados, citando como exemplo que algumas cidades já vacinam idosos com 62, 63 anos, enquanto outras ainda estão na aplicando doses em quem tem 67.

— A gente não compreende. Se nós temos estimativas de população idosa, por que alguns municípios estão defasados? Isso pra nós é um comprometimento com a equidade – disse Barbosa.

O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde ( Conasems) avalia que as diferenças de idade no calendário de vacinação “não são um problema” já que cada município tem uma realidade e pode fazer remanejamento na distribuição de acordo com o quadro epidemiológico.

— Essa coisa de dois três anos de diferença, eu acho que o próprio censo explica isso, as questões locais podem explicar também — disse Alessandro Aldrin, representante do Conasems.