Governo americano promete ser 'implacável' para impedir programa de mísseis do Irã

(7 fev) Cerimônia de apresentação do novo míssil de cruzeiro iraniano

O governo dos Estados Unidos prometeu nesta quinta-feira ser "implacável" para impedir que o Irã desenvolva um programa de mísseis, depois que a República Islâmica revelou uma nova arma balística, após um teste de míssil de cruzeiro.

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou um novo míssil balístico com alcance de 1.000 km, informou a agência oficial Sepah News.

Esta foi a mais recente demonstração de força militar do país, que celebra o 40º aniversário da Revolução Islâmica, em um momento de grande tensão com os Estados Unidos.

"O desrespeito flagrante do Irã às normas internacionais deve ser abordado", afirmou em um comunicado o porta-voz do Departamento de Estado, Robert Palladino.

"Devemos restaurar restrições internacionais mais rígidas para impedir o programa de mísseis iraniano", completou.

"Estados Unidos seguirá sendo implacável para reunir apoio em todo o mundo para confrontar a atividade imprudente de mísseis balísticos do regime iraniano, e seguiremos aplicando pressão suficiente sobre o regime para que modifique seu comportamento maligno, incluindo a implementação total de nossas sanções".

Teerã interrompeu a maior parte de seu programa nuclear após o acordo de 2015 assinado com as potências em troca da suspensão das sanções, mas prosseguiu com o desenvolvimento dos mísseis balísticos.

O presidente americano Donald Trump abandonou o acordo em maio e retomou as sanções, citando entre outros motivos o programa de mísseis do Irã.

"O último lançamento de míssil iraniano prova que o acordo com o Irã não faz nada para deter seu programa de mísseis", tuitou o secretário de Estado Mike Pompeo.

A resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada em 2015, exige que o Irã "não realize nenhuma atividade relacionada com os mísseis balísticos concebidos para transportar ogivas nucleares".

Teerã assegura que não busca produzir mísseis nucleares e que seu programa balístico é "puramente defensivo", o que não seria proibido pela resolução.