Bezerra muda parecer de PEC dos auxílios para incluir taxistas e recursos à alimentação

Fila de taxistas no aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - Na tentativa de facilitar a votação da PEC dos auxílios prevista para esta quinta-feira, e após um acordo com senadores, o relator da PEC dos auxílios, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), apresentou um novo adendo a seu parecer incluindo a concessão de um benefício destinado a taxistas e ainda um crédito suplementar a programa alimentar.

Segundo Bezerra, a auxílio a taxistas será regulamentado pelo Poder Executivo, mas a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) já autoriza sua concessão até o limite de 2 bilhões de reais. A alteração no texto, assim como a previsão de suplementação orçamentária de 500 milhões de reais ao Programa Alimenta Brasil, contam com o aval do governo.

Segundo o líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), as conversas em torno da ampliação do leque de benefícios da PEC em 2,5 bilhões envolveram o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

A informação foi confirmada pelo líder do PL e filho do presidente da República, Flávio Bolsonaro (RJ). A ideia partiu de uma emenda sugerida pelo líder do MDB, Eduardo Braga (AM), que deve apresentar ainda por uma PEC paralela que possa atender motoristas de aplicativos, mototaxistas e transportadores em comunidades ribeirinhas.

A PEC dos auxílios já amplia o Auxílio Brasil e o Auxílio Gás e prevê, mediante o reconhecimento de estado de emergência pela alta dos combustíveis, a criação de um benefício destinado a transportadores autônomos de carga, o chamado "voucher caminhoneiro".

Bezerra já havia, pouco antes, apresentado "ajustes" em seu texto, e acrescentou adendo para incorporar a nova sugestão do governo relacionada aos taxistas.

Iniciada na noite desta quinta-feira, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ocorre a cerca de 100 dias das eleições gerais de outubro. A medida está sendo apontada por críticos como eleitoreira.

Mesmo assim, é provável que receba os votos favoráveis da maioria dos parlamentares, dado o peso político de se posicionar contra uma proposta que concede ajuda aos mais vulneráveis diante da escalada dos preços dos combustíveis.

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